Mato Grosso teve um crescimento de 185% nos focos de queimadas nos últimos 45 dias, desde que começou o período proibitivo. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectaram 47.631 pontos de calor, número que coloca o Estado no topo do ranking nacional.

O Maranhão ocupa a segunda posição, com 43.006 focos, seguido do Pará com 40.805. Juntos, os 3 estados registraram 50% do total de incêndios ocorridos no país neste período – 266.268 focos. Em 2011, as ocorrências foram bem menores e não passaram de 112 mil.

Em Mato Grosso, o maior número de queimadas ocorreu em Colniza. Sozinho o município registrou 10% dos focos. Seguem no topo do ranking Paranatinga, Feliz Natal, Tangará da Serra e Ribeirão Cascalheira.

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A situação deve continuar crítica neste mês. De acordo com previsão do Instituto Clima Tempo, um sistema de alta pressão deve predominar na primeira quinzena, o que vai dificultar a formação de nuvens de chuva, principalmente no Centro-Oeste. Associado à baixa umidade relativa do ar e aos fortes ventos, o clima fica propício para ocorrência de queimadas.

O diretor operacional do Corpo de Bombeiros em Mato Grosso, coronel Júlio Cezar Rodrigues, destacou que um dos maiores problemas é o início de incêndios nas margens de rodovias. Dados de satélites apontam que 70% dos focos estão num raio de até 5 km de distância de estradas. “Muitos desses incêndios são criminosos e as pessoas não têm noção de que o fogo se propaga rapidamente e atinge as áreas florestais onde o controle é muito difícil”.

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A mesma orientação é dada a donos de propriedades rurais. “Algumas medidas podem ser tomadas por eles, como por exemplo fazer aceiros, ter reservas de água e monitorar o surgimento de fumaça, que podem facilitar o combate antes que o fogo atinja grandes proporções”.

Nos últimos dias, equipes de bombeiros tentam controlar focos em florestas na região de Colniza, Pontes e Lacerda e Tangará. Eles contam com apoio de brigadas municipais e do Instituto Chico Men- des de Biodiversidade.

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