O ano agrícola 2012/2013 promete ser um dos maiores em volume de produção e também nos preços dos grãos. Investir em estratégias de manejo respaldadas em resultados de pesquisa, ou seja, que apresentam consistência, fundamentação e repetibilidade é a recomendação da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT.

“Este é um ano para explorar todo o potencial produtivo da planta, pois cada grão produzido vale muito. Sendo assim, é um ano para investir em técnicas que tenham resultado consistentes na pesquisa. Produtor tem que investir naquilo que realmente dê resultados na produtividade”, afirma Marcio Veronese, pesquisador da Fundação MT.

Uma das táticas defendidas pelo especialista em adubação e manejo do solo é aumentar a poupança do solo, aproveitar e corrigir a fertilidade, pois, há anos em que o mercado não permite altos investimentos em adubação e corretivos. E este cenário positivo para os preços da soja permite investimentos na propriedade.

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O pesquisador explica que para nutrição da cultura da soja não muda nada com este cenário. Segundo ele os princípios são os mesmos, o que muda é que o produtor pode investir mais em corretivos e fertilizantes para permitir uma nutrição mais adequada. “O produtor também pode aproveitar para aumentar o nível do seu ‘reservatório do solo’ para usar em anos mais difíceis em termos de preços ou relação custo benefício dos fertilizantes”.

Para otimização dos recursos e melhor aproveitamento dos nutrientes da terra, Veronese recomenda correção da acidez do solo a níveis adequados, balanço da quantidade de nutrientes que estão sendo adicionados aos sistemas produtivos, medição dos nutrientes que estão sendo exportados, adoção de sistemas de produção com manejo conservacionista.

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De acordo com o pesquisador, o uso dos fertilizantes minerais deve ser feito de forma mais racional e equilibrada. Pois a forma do manejo do sistema pode interferir na disponibilidade de nutrientes do solo. “Se a adição de nutrientes não for equilibrada, um nutriente apenas pode limitar a produtividade da cultura”, destaca.

Estas informações foram transmitidas pela equipe do Programa de Monitoramento e Adubação (PMA) da Fundação MT durante o Fundação MT em Campo: É Hora de Plantar realizado em 16 regiões de Mato Grosso e 02 de Goiás.

“Levamos para toda classe produtora dados gerados a partir de pesquisas. Difundimos que a produtividade das culturas vai muito além da quantidade de adubo adicionada ao solo. E que o sistema de produção adotado interfere na disponibilidade de nutrientes no solo e na eficiência de aproveitamento pelas plantas”, finaliza Veronese.

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