O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) fará, dia 19, uma marcha em defesa da escola pública de qualidade. O movimento, que será realizado em Cuiabá, deve reunir profissionais da educação de diversos municípios reafirmando a luta pelo piso de R$ 1.937,26, defendido pelo Conselho Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE). Atualmente, o piso em fase de implementação no Estado é de R$ 1.452.

De acordo com a secretária geral do sindicato, Jocilene dos Santos, a entidade estima a participação de aproximadamente 2,5 mil trabalhadores no movimento, que também deverá levar a público outros itens da pauta, como cobrança de equiparação salarial da educação com a de outros cargos do governo estadual e preenchimento de vagas através de concurso público.

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A revisão imediata na política de isenção e renúncia fiscal também é um dos motivos da mobilização dos profissionais. Segundo um levantamento elaborado pelo sindicato em 2010, o setor da educação perdeu mais de R$ 200 milhões devido a medida. Outros pontos também deverão ser questionados. “Temos percebido que o discurso do governo do Estado não coincide com a realidade que temos acompanhado”, destacou.

A mobilização deve começar por volta das 7h30, com a concentração dos profissionais em dois pontos: praça Ulysses Guimarães e praça do Porto. A marcha começará por volta das 9h, com os profissionais se encontrando na avenida Getúlio Vargas. A mobilização deve ser encerrada na praça Ipiranga, segundo Jocilene.

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Antes deste movimento, aproximadamente 170 profissionais de Mato Grosso devem seguir para Brasília (DF), onde nesta quarta-feira (5), o CNTE realizará a sexta marcha nacional pela educação. Neste, são esperados cerca de 5 mil trabalhadores de todo o país. O tema da mobilização é “independência é educação de qualidade e trabalho docente”. Os manifestantes farão o percurso de 3 km, da Torre de TV até a Esplanada dos Ministérios. Após a Marcha, será feita uma vigília na Praça dos Três Poderes a partir das 18h.

A pauta de reivindicação é composta pelo cumprimento integral da lei nacional do piso do magistério, que estabelece atualmente R$ 1.451 mas que ainda não é respeitado em alguns Estados e municípios; aprovação da destinação de 10% do PIB brasileiro para a educação até 2020; aprovação integral ( e direta) no Senado do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), já formulado e debatido por uma Comissão Especial e que atualmente enfrenta recurso, revendo a decisão da Comissão, que pretende levá-lo para votação na Câmara dos Deputados; valorização do plano de carreira para os profissionais e normatização da jornada de trabalho do magistério, com o respeito ao cumprimento de um terço da jornada para a hora-atividade.

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