Produtores rurais da Gleba Suiá-Missú, área indígena que terá de ser desocupada no dia 1º de outubro, conforme decisão judicial, continuam pelo quarto dia o bloqueio na BR-158. O protesto iniciou na segunda-feira (3) e eles prometem permanecer no local até que a desocupação da área seja suspensa. O trecho interditado pelos manifestantes fica próximo ao Posto da Mata, no município de Alto Boa Vista. Três equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão no local, coordenando o trânsito.

A briga pela permanência em Marãiwatsédé é antiga e se desenrola há décadas, sempre com manutenção da posse diante de decisões judiciais. As terras da área Xavante-Marãiwatsédé foram ocupadas na década de 1960. A área foi desmembrada e parte dos títulos da fazenda Suiá Missú foi vendida, onde foram instalados os assentamentos.

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Em 1993 deu início ao processo de demarcação do que seria a área de ocupação indígena. Após um estudo da Funai, a região foi demarcada como reserva indígena. Este ano, tanto o TRF-1, quando a Justiça Federal de Mato Grosso determinaram a saída dos posseiros da área.

No dia 31 de julho, a Justiça Federal deu parecer favorável ao plano de desintrusão da Fundação Nacional do Índio (Funai) e estabeleceu prazo para que as famílias deixem a terra de forma pacífica. Encerrado o tempo, a reintegração de posse será realizada pela Funai com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária.

 

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