Stephan Bonnar faz reverência durante treino aberto do UFC Rio III (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Após retomar brevemente a carreira para sua “luta dos sonhos” contra Anderson Silva no UFC Rio III, Stephan Bonnar está oficialmente aposentado. Aos 35 anos de idade, o lutador americano, finalista do primeiro The Ultimate Fighter, confirmou que está “pendurando as luvas”, desta vez em definitivo, através do Twitter na madrugada desta quarta-feira.

– Muitíssimo obrigado a todos os fãs do UFC! Tudo o que sempre quis foi levar alguma diversão a vocês… Espero que vocês tenham se entretido. Paz, amor e violência! – escreveu o sempre irreverente lutador no microblog.

O presidente do Ultimate, Dana White, havia anunciado a aposentadoria oficial de Bonnar poucas horas antes, na noite de terça-feira, durante um chat com fãs pelo Facebook. O lutador havia dito, durante a promoção para sua luta com o Spider, que se considerava “semi-aposentado” quando foi chamado para enfrentá-lo de última hora, para salvar o UFC Rio III, que teve sua luta principal, José Aldo x Frankie Edgar, cancelada após Aldo sofrer uma lesão cerca de um mês antes do evento.

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Apelidado de “Psicopata Americano”, Stephan Bonnar ficou conhecido por fazer lutas empolgantes em sua carreira de 11 anos no MMA. Discípulo do brasileiro Carlson Gracie, o lutador de Indiana chegou a lutar no Brasil, no primeiro Jungle Fight, contra Lyoto Machida, antes de ganhar fama ao participar da primeira temporada do reality show The Ultimate Fighter, em 2005. O programa é creditado por iniciar a virada do UFC, até então deficitário, numa marca multimilionária. Seu combate contra Forrest Griffin na final do torneio peso-meio-pesado do reality, vencido por Griffin por decisão unânime, é considerado um dos melhores da história do MMA.

Apesar da fama conquistada, Bonnar jamais conseguiu lutar pelo cinturão do UFC. O americano criou uma reputação de durão por não ser nocauteado ou finalizado dentro do octógono, mas jamais obteve sequências maiores do que três vitórias no Ultimate. Após derrotar Kyle Kingsbury por decisão unânime no UFC 139, em novembro do ano passado, Bonnar reclamou que queria enfrentar um lutador de nome, em vez de servir de “degrau” para novos lutadores – como Jon Jones, de quem foi o primeiro oponente dentro da organização – e, após ter o pedido negado, começou a considerar a aposentadoria.

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Bonnar receberia a chance que esperava em setembro, quando o Ultimate o procurou às pressas para enfrentar Anderson Silva e salvar o UFC Rio III. Como havia somente cerca de um mês de preparação antes do evento, marcado para 13 de outubro, o brasileiro, campeão peso-médio (até 84kg), aceitou lutar na categoria de cima, peso-meio-pesado (até 93kg), para substituir José Aldo como destaque do evento, e precisava de um oponente na mesma situação. O americano topou e afirmou que o confronto era sua “luta dos sonhos”. O combate, todavia, durou apenas um round, e Anderson nocauteou Bonnar com uma joelhada no plexo e uma série de socos no rosto, com o adversário caído. Foi o primeiro – e último – nocaute sofrido pelo “Psicopata Americano” no UFC.

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