O Ministério da Saúde reduz a idade mínima para as pessoas que precisam de uma cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde (SUS), agora o procedimento pode ser realizado em pessoas com a idade mínima de 16 anos. A medida faz parte da nova política no combate à obesidade grave.

A redução na idade visa amparar aos menores em caso de risco de vida do paciente. Antes de fazer a cirurgia, o paciente entre 16 e 65 anos deve passar por avaliação clínica e cirúrgica e ter acompanhamento com equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse período, o paciente é submetido a uma dieta e, se os resultados não forem positivos em relação a esse e outros métodos convencionais, a cirurgia é recomendada.

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A iniciativa foi tomada com base em estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre os adolescentes, como a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), que verificou que na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%.

De acordo com a gerente do Departamento de Ações Programática da Secretaria Municipal de Saúde, Mariúva Valentim Chaves, é feito trabalho de conscientização da população quanto as consequência da obesidade e até o momento a cirurgia é realizada em Cuiabá, contudo todos os procedimentos são feitos em Rondonópolis.

Mariúva observou que o número de obesos em Rondonópolis é alto, assim como em todo Brasil, e há um projeto para que as cirurgias também sejam executadas no município.

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NOVAS TÉCNICAS – Hoje o Sistema Único de Saúde (SUS) autoriza três técnicas de cirurgia bariátrica:Gastroplastia com Derivação Intestinal; Gastrectomia com ou sem Desvio Duodenal; e Gastroplastia Vertical em Banda. Esta última será substituída por apresentar significativo índice de recidiva de ganho de peso por parte do paciente. No lugar desta técnica está prevista a inclusão da Gastrectomia Vertical em Manga (Sleeve), um dos novos procedimentos bariátricos que tem recebido aceitação global, com bons resultados em múltiplos centros em vários países.

Também há novidade na cirurgia plástica reparadora pós-operatória. Além da oferta da dermolipctomia abdominal – cirurgia plástica reconstrutiva do abdome para correção dos excessos de pele -, o SUS pretende realizar a cirurgia dermolipectomia abdominal circunferencial pós-gastroplastia. Trata-se de cirurgia plástica reconstrutiva do abdome e da região posterior do tronco, realizados em um único ato cirúrgico para correção dos excessos de pele. Além das novas técnicas haverá a inclusão do procedimento ‘Acompanhamento por Equipe Interdisciplinar pré-cirurgia bariátrica’.

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