Foto de 14 de março mostra Bo Xilai, então do Partido Comunista, durante encontro do partido em Pequim (Foto: AP)

O dirigente chinês deposto Bo Xilai foi excluído da Assembleia Nacional Popular (ANP), controlada pelo Partido Comunista Chinês (PCC), perdendo sua imunidade parlamentar, informou nesta sexta-feira (26) a agência oficial Nova China.

Esta decisão abre caminho para o julgamento de Bo, acusado de corrupção “generalizada” quando administrava a cidade de Chongqing.

O ex-líder chinês também é acusado de ter mantido relações sexuais “impróprias” com várias mulheres, de cometer “graves erros e de ter abusado de seu poder” no caso do homicídio culposo envolvendo seu ex-colaborador Wang Lijun e sua esposa Gu Kailai.

Gu Kailai foi condenada à morte, pena que foi comutada em prisão perpétua, pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood.

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Wang Lijun, ex-chefe de polícia de Chongqing, pegou 15 anos de prisão, principalmente por ter pedido asilo político no consulado dos Estados Unidos em Chengdu (sudoeste).

Bo Xilai foi expulso no mês passado do PCC.

A exclusão de Bo Xilai da Assembleia Nacional Popular foi decidida pelo comitê permanente deste órgão, reunido desde a terça-feira passada (16), em Pequim.

O Partido Comunista Chinês quer resolver o caso Bo Xilai antes do início do congresso do PCC, no dia 8 de novembro, que deve iniciar a transição para rejuvenescer sua direção.

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