Imagem divulgada pela empresa SpaceX mostra navio com a cápsula Dragon, recuperada neste domingo (28). (Foto: Divulgação/SpaceX/Reuters)

A cápsula não-tripulada Dragon da empresa americana SpaceX pousou sem problemas ontem domingo (28) no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, nos EUA, encerrando a primeira missão comercial de fornecimento de carga ao posto avançado orbital.

A Dragon tocou a água às 19h22 GMT (17h22 de Brasília), indicou a empresa em um breve comunicado em seu site. A cápsula trouxe da Estação Espacial Internacional (ISS) material de laboratório, encerrando a sua primeira missão de abastecimento no espaço.

O módulo se desligou do braço robótico da ISS por volta das 11h20 (horário de Brasília) e começou suas manobras de separação progressiva até fazer a reentrada na atmosfera terrestre.

A cápsula da SpaceX, a única na atualidade capaz de regressar à Terra com carga, entregou cerca de 450 quilos de equipamentos na Estação Espacial e regressou à Terra com 758 quilos, incluindo elementos informáticos e material de experiências.

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O centro da Nasa em Houston controlou as manobras de retorno da Dragon, mas foi a SpaceX que fez a operação de reentrada na atmosfera, com o auxílio da agência espacial americana e de outras organizações. Esta primeira missão para a plataforma orbital realizada por uma empresa privada faz parte de um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Nasa, que compreende 12 viagens de abastecimento em quatro anos, para transportar ao menos 20 toneladas de carga.
Dragon (Foto: Nasa/Divulgação)Imagem da cápsula espacial tirada na viagem de ida à ISS, no dia 10 (Foto: Nasa/Divulgação)

A Expedição 33 na ISS é integrada por dois norte-americanos – entre eles uma mulher, Sunita Williams, comandante a bordo – um japonês e três russos. A Nasa aposta que a SpaceX e outras empresas privadas assumam o papel dos ônibus espaciais, aposentados em julho de 2011, para o abastecimento da ISS e para o transporte de astronautas, em 2015.

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No momento, os Estados Unidos dependem dos Soyuz russos para transferir seus astronautas à ISS, ao custo de US$ 63 milhões por pessoa. Para a carga, os Estados Unidos utilizam naves automáticas europeias ATV, japonesas HTV e russas Progress, mas estas apenas podem levar carregamentos à ISS, e não trazê-los de volta, já que são destruídas ao reentrar na atmosfera.

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