Foto: assessoria

O cuiabano Cristóvão Pinheiro, de 35 anos, venceu um dos maiores e mais importantes campeonatos de fisiculturismo do mundo, o Arnold Classic Europe. Em sua segunda edição europeia, o evento foi realizado novamente em Madri, na Espanha, de 12 a 14 de outubro. O empresário Cristóvão Pinheiro atingiu a primeira posição na categoria de até 100 kg, e a segunda posição no overall, que é a colocação geral da competição.

Visando à competição desde o ano de 2010, Cristóvão participou do “Arnold Classic” pela primeira vez. O atleta afirma que não esperava vencer, apesar do potencial que possui. “Eu venho acompanhando os campeonatos há algum tempo e te falo com segurança que eu tinha grandes possibilidades, mas enquanto não me chamaram para receber o primeiro lugar, até aí eu não estava acreditando ainda. Para mim, até agora, foi o título mais alto alcançado. Eu fiquei mais contente porque foi um nível muito alto de atletas”, comemora.

De início com 27 concorrentes, a categoria de até 100 kg foi reduzida a 15 e, posteriormente, a 6 competidores no último confronto, que definiu a primeira posição para o atleta cuiabano. “Quando os 15 colocados foram chamados para confrontar, eu já tive uma segurança maior porque fui o primeiro a ser chamado para o confronto e depois não me chamaram mais, ou seja, se você é chamado primeiro é porque eles já querem saber se você será o primeiro colocado. Então eu já vi que estava entre os melhores, pelo menos”, afirma o fisiculturista.

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Para Cristóvão, um dos maiores desafios do Arnold Classic é a competitividade dos concorrentes. “É uma competição de nível muito alto, visado por atletas do mundo inteiro, inclusive, visado até mais que um campeonato mundial, pelo prestígio do nome do Arnold Schwarzenegger”. O ator, ex-governador da Califórnia, dá nome ao campeonato do qual é um dos fundadores.

Mas a alta competitividade do evento não foi o único desafio enfrentado pelo cuiabano. O maior desafio, segundo ele, é se manter como atleta amador do fisiculturismo, mesmo com todas as dificuldades impostas pelo esporte, que exige um investimento financeiro mais elevado.

“Sem um respaldo financeiro é muito difícil porque esse é um esporte muito caro, você precisa comer os melhores alimentos, tomar a melhor suplementação, usar os ergogênicos de maior qualidade, além de treinamento adequado, e as academias de Cuiabá estão munidas de pouca aparelhagem para o esporte”, informa o campeão, que treina, desde 2007, para vencer uma competição como a do Arnold Classic.

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Em virtude da falta de equipamentos adequados para o treino, Cristóvão diz que demorou a desenvolver o físico necessário para competir. “O físico demorou um pouco mais do que o normal para se desenvolver por causa disso. Tive que me virar para inventar posições e treinos diferenciados para conseguir ficar bem preparado para o campeonato”.

O atleta diz que sempre treina visando chegar ao limite máximo e que manter o foco no treinamento e no campeonato foi imprescindível para alcançar o resultado. “Eu vi que estava na minha melhor condição e fiz de tudo para tentar deixar os problemas do cotidiano de lado para tentar dar o meu máximo aqui, justamente para obter esse resultado”.

O atleta diz que a mãe é essencial para o sucesso na empreitada do fisiculturismo e é, também, sua maior incentivadora. “Quem conhece a minha luta sabe que ela sempre esteve junto de mim, independente de qualquer coisa. Hoje, a minha mãe sabe muito mais de fisiculturismo do que muitos atletas aqui do Brasil, justamente porque ela sabe a quantidade que eu preciso comer e me lembra a hora em que preciso comer. Então, quando anunciaram o resultado a primeira pessoa que veio na minha cabeça foi ela, e eu pensei que realmente valeu a pena todo o meu esforço, mas, sem ela, dificilmente eu conseguiria”.

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Após a vitória, Cristóvão pretende voltar à competição apenas em 2014, quando almeja a conquista da primeira posição na colocação geral do Arnold Classic, o overall. Por enquanto, o atleta continuará treinando como sempre, dedicado e mantendo o foco no desenvolvimento físico.

No entanto, Cristóvão não dispensa a possibilidade de entrar na categoria profissional. Para isto, basta o incentivo financeiro. ”Se houver oportunidade, se abrirem as portas de alguma empresa ou pessoa, eu já posso visar um campeonato profissional, mas ainda não sei qual. Tenho que realmente estudar uma possibilidade para ver qual é a melhor situação para mim”.

Aos 35 anos de idade, como todo fisiculturista, sonha em participar do campeonato Mister Olympia, que é a competição mais importante do fisiculturismo. “O sonho de todo atleta de fisiculturismo é, pelo menos, participar de um campeonato Mister Olympia. Mas, ganhar, acredito, é um pouco complicado. Sei das minhas condições físicas hoje, sei da minha idade. Sei que tenho 7 anos, no máximo, para competir ainda, porque esse é o limite máximo para chegar na melhor condição física para o esporte”.

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