A falta de chuva está atrapalhando o plantio da soja em algumas regiões de Mato Grosso. Na região Oeste do estado, por exemplo, produtores estão tendo que replantar o grão e repensar no plantio do milho segunda safra, situação que pode impactar negativamente no bolso do produtor de grãos.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Alex Utida, algumas propriedades estão sofrendo com a escassez da chuva e contabilizando os prejuízos. “Com o atraso no plantio da soja, a previsão de colheita para fevereiro é prorrogada para março, impactando no plantio do milho, cuja janela ideal para o plantio é feito no segundo mês do ano”, afirma Utida.

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No município, os produtores já plantaram em 27% da área de 382 mil hectares, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Estima-se que os produtores do Oeste do estado plantaram em 36,7% da área total de 1 milhão de hectares.

Mas a região mais atrasada no plantio é o nordeste mato-grossense, que cultivou o grão em apenas 3,5% da área de 1,2 milhão de hectares. No entanto, o representante da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) em Gaúcha do Norte, Josenei Zemolin, explica que não é somente a falta de chuva a responsável pelo atraso no plantio.

Conforme Zemolin, a maioria dos produtores da região não tem o hábito de plantar o milho segunda safra. “Desta forma, o cultivo é feito a partir do dia 20 de outubro, com evolução do plantio no mês de novembro”. Os dados do Imea apontam que no município de Gaúcha do Norte o cultivo do grão foi realizado em 3% da área total, de 154 mil hectares – menor percentual visto no estado.

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