Os educadores do ProJovem Urbano entraram em greve, na última sexta-feira (23),  por falta de repasse para pagamento de salários dos funcionários e incentivo dos estudantes. Em Rondonópolis cerca de 600 pessoas participam do programa.

De acordo com a professora Apoenia de Castro Farias, os educadores iniciaram as aulas no mês de junho e estão há quatro meses sem receber os salários, assim como os estudantes que não ganharam o incentivo para o estudo e materiais didáticos do programa. “Os alunos são pessoas de baixa renda e a maioria depende do repasse e materiais do Governo para estudar. Assim como nós, educadores, dependemos de nossos salários. Não temos condições de ministrar as aulas, está uma calamidade,  além dos nossos salários falta tudo, cadernos, livros e lanches”, argumentou a professora.

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Apoenia relatou também que todos os municípios onde há a contrapartida do Governo do Estado, como por exemplo, Primavera do Leste, Barra do Garças e Cáceres,  estão com as atividades paradas pelos mesmos motivos. A educadora relatou também que no Ministério da Educação (MEC) a informação é que o repasse para o Estado ocorre normalmente.

A greve foi deflagrada após algumas tentativas de negociação e a promessa do governo em efetuar o pagamento até o último dia 20 de outubro, mas até o momento nada aconteceu.

O ProJovem Urbano tem como objetivo resgatar as pessoas, com idade entre 18 e 29, que abandonaram os estudos e apesar de alfabetizados não concluíram o ensino fundamental.

A equipe de jornalismo do site AGORA MT entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação, mas até o fechamento da matéria não recebeu a nota sobre o problema. Contudo ainda aguarda uma resposta

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