A partir da próxima sexta-feira (5), o governo vai suspender a comercialização de 301 planos de saúde de 38 operadoras do país por três meses. A ação faz parte das novas medidas divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela ANS (Agência Nacional de Saúde) para aprimorar o sistema de comercialização e fiscalização sobre os planos de saúde. O grupo de operadoras é responsável pelo atendimento de 7,6% dos usuários cadastrados no Brasil (cerca de 3,6 milhões de brasileiros).

Segundo o ministro Alexandre Padilha, os beneficiários que já estão inscritos nesses planos suspensos continuam com “seus direitos preservados”, ou seja, os atendimentos e os procedimentos serão mantidos. Um dos objetivos da medida, diz ele, é dar condições às operadoras para atender melhor os atuais clientes antes que vendam novos produtos para mais brasileiros.

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O consumidor que pretende contratar um plano de saúde deve verificar no site da ANS (www.ans.gov.br) se ele está suspenso.

A avaliação das operadoras é feita a cada três meses. Essa foi a terceira avaliação e foram registradas mais de 10.000 reclamações de usuários, o triplo da primeira avaliação.

PARALIZAÇÃO

No mesmo dia em que o Ministério da Saúde e a ANS (Agência Nacional de Saúde) suspenderam a comercialização de 301 planos de saúde de 38 operadoras do país devido ao mau atendimento, médicos informaram os órgãos de que irão paralisar atendimentos a partir de 10 de outubro. O protesto acontecerá até 25 de outubro, com a suspensão de consultas e outros procedimentos eletivos.

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No comunicado formal ao ministério, a classe médica  “tem sucessivamente, apontado situações que desrespeitam pacientes e profissionais em seus direitos”, informa o ofício assinado pelos presidentes da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

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