Uma manobra impediu que os deputados avançassem na apreciação do projeto que termina com a regalia dos 14º e 15º salários para parlamentares. O texto, que está parado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, seria votado na sessão da última quarta-feira (17), mas a reunião foi encerrada antes que o projeto fosse analisado.

Depois de seis sessões tentando alcançar o quórum mínimo para colocar o projeto em votação, a reunião foi aberta e a proposta que acaba com os salários extras estava na pauta. No entanto, uma ação isolada do líder do PSD na Câmara, deputado Guilherme Campos (SP), impediu que a sessão continuasse.

A pedido do relator da matéria, deputado Alfredo Florence (PT-BA), a pauta seria invertida para que o projeto fosse o primeiro a ser votado. No entanto, o deputado Guilherme Campos se opôs, alegando que a proposta era polêmica e deveria ser votada com mais parlamentares presentes.

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O requerimento para inversão de pauta chegou a ser aprovado, mas Campos pediu verificação de quórum e se retirou da sala antes do seu nome ser chamado, para aumentar a lista de ausentes.

Sem o número suficiente de deputados, a sessão foi suspensa e a votação do projeto que termina com os 14º e 15º salários foi adiada.

Em maio deste ano o Senado Federal aprovou o fim dos salários extras. Desde então a proposta aguarda apreciação na Câmara dos Deputados.

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