A competitividade dentro do território brasileiro também é “gigantesca”, principalmente com o Paraná, segundo maior produtor de soja do Brasil. Estudos feitos em 2011 pelo Movimento Pró-Logística mostram que o transporte de uma tonelada de soja de Mato Grosso para o Porto de Paranaguá custava em torno de US$ 130, enquanto em cidades do Paraná ao mesmo porto, cerca de US$ 38. Atualmente, mais de 70% do escoamento é feito em Mato Grosso por rodovia.

O custo de logística de Mato Grosso é um dos mais caros do Brasil devido sua posição geográfica, o que, segundo o economista Vitor Galesso, torna o Estado menos competitivo dentro do país também da porteira para fora.

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“O Paraná e o Rio Grande do Sul têm portos próximos, por isso acabam sendo competitivos. O que pode melhorar é a ferrovia e hidrovia para nós no que diz respeito aos custos de transporte. O setor da produção da soja é problemático, pois o produtor é peça pequena dentro do mecanismo, onde quem mais ganha são as grandes empresas e a indústria”.

Para levar uma tonelada de soja de Mato Grosso para o Porto de Paranaguá o desembolso com o transporte é de US$ 130. “Internamente somos gigantescamente menos competitivo da porteira para fora também. No Paraná é US$ 38 a tonelada até o Porto de Paranaguá. A partir do momento que a BR-163 até Miritituba (PA) ficar pronta o transporte do grão da região centro-norte de Mato Grosso reduzirá 34% o custo em relação a Paranaguá e Santos”, diz o coordenador do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz.

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