Muitas vezes, a grande quantidade de atividades que compõem a rotina diária é a responsável pela não inserção de hábitos saudáveis em nosso cotidiano. Dentre essas ações, até o café da manhã, refeição mais importante do dia, acaba sendo esquecida e ficando em segundo plano, atitude que pode refletir diretamente no desempenho apresentado na escola ou no trabalho.

 

Primeira alimentação após longo período de jejum, o café da manhã é responsável por fornecer energia para as atividades realizadas de forma intensa no período matutino, fornecendo nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo. Em relação à importância dessa refeição para os pequenos, uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública de Harvard aponta que crianças que tomam café da manhã tendem a ter mais atenção e atitude positiva em relação à escola. A refeição também pode contribuir para a melhora do raciocínio lógico e da capacidade de recordar e memorizar.

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Segundo a coordenadora do curso de Nutrição da Unopar, Cristina Simões de Carvalho, o jejum prolongado durante o período matutino pode gerar consequências, como dores de cabeça, tonturas, dificuldade de concentração e raciocínio lento, sintomas associados à hipoglicemia. “Sem o consumo de alimentos e com o gasto energético decorrente das atividades exercidas pela manhã, o organismo passa a mobilizar o glicogênio armazenado no fígado e nos músculos, e depois as próprias proteínas musculares para normalizar a produção de glicose”, afirma.

 

Dessa forma, a falta do café da manhã pode causar perda de massa magra, fraqueza, apatia e cansaço. “É interessante também lembrar que as pessoas que acreditam estar favorecendo a perda de peso excluindo o café da manhã da dieta alimentar estão enganadas. Ao contrário do que se imagina, essa prática favorece o ganho de peso, pois na tentativa de se adaptar a essa nova situação, o organismo reduz o gasto calórico, tornando o emagrecimento mais lento. Além disso, há a sensação de fome maior (maior liberação do hormônio grelina), favorecendo o consumo excessivo de alimento na próxima refeição”, completa.

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Como as demais refeições do dia, o café da manhã deve ser composto por alimentos que forneçam diferentes nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo. A professora do curso de Nutrição da Universidade de Cuiabá (UNIC), Francine Perrone, afirma que o café da manhã ideal deve conter todos os grupos alimentares. “Carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais precisam fazer parte do cardápio matinal”, ressalta. Assim, se torna necessário o consumo de, pelo menos, uma porção de grãos (fonte de carboidratos), uma de leite ou derivados (fonte de proteínas, lipídeos e cálcio) e uma de frutas (fonte de vitaminas, fibras e minerais). Alguns exemplos de cardápio que atendem essas recomendações são: pão integral com queijo e suco de frutas; biscoito com requeijão e salada de frutas; ou leite desnatado com café, bolo e fruta.

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“A primeira refeição do dia jamais deve ser excluída pelas pessoas que querem ser saudáveis. Àqueles que têm pouco tempo para o desjejum a recomendação é substituir alimentos que necessitam de preparo prévio por de consumo imediato e fácil disponibilidade, mas que propiciem o atendimento mínimo das necessidades”, completa a docente da Unopar, Cristina Simões de Carvalho. Exemplos de alimentos que podem ser inseridos na dieta são: iogurte com granola ou achocolatado com biscoito integral.

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