Foto: internet

Após reuniões de líderes nesta terça-feira (16), deputados e senadores decidiram prorrogar a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Cachoeira. Os parlamentares não acertaram, no entanto, até quando vão durar os trabalhos. Essa decisão foi adiada para o próximo dia 30.

De acordo com o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), até o dia 30, o colegiado vai continuar sem votar requerimentos. O motivo é o segundo turno das eleições, que atrapalha os trabalhos da Câmara e do Senado.

Cinco partidos — PSDB, DEM, PPS, PSOL e PDT — defendem a prorrogação para até 180 dias, mas o prazo não foi consenso.

De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), apesar de o prazo ainda não estar definido, os parlamentares consideram 30 dias pouco tempo para a concluir os trabalhos.

Leia também:  Garota de 12 anos mata tio com facada para proteger irmã grávida no PR

— Acredito que inevitavelmente não há como prorrogar para somente 30 dias. Nós temos um conjunto de informações e requerimentos que precisamos apreciar. O prazo de 30 dias é muito curto.

O relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), explica que o partido defende o tempo necessário para concluir os trabalhos.

— Eu faço um relatório de acordo com o prazo. Se tiver mais tempo hábil, terminaremos mais adiante.

Delta

A CPMI tem 500 requerimentos para serem apreciados e ainda precisa quebrar o sigilo de 12 empresas ligadas à Delta. Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), a CPMI do Cachoeira virou a CPI Cachoeira-Delta.

— Percebemos que há muitas ligações entre a quadrilha e a Delta. É preciso investigar, quebrar sigilos, ver exatamente qual é a relação entre a Delta e a quadrilha.

Leia também:  Adolescente é estuprada dentro de ônibus coletivo no RJ
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.