As eleições municipais de hoje prometem ser acirradas em pelo menos 10 municípios considerados polos em suas regiões, sendo que os prognósticos apertados impedem uma melhor visualização de favoritismo dentre os candidatos que postulam a administração local.

O caso mais emblemático continua sendo Cuiabá, que por ser capital do Estado tem na legislação eleitoral a exigência do vencedor obter 50% mais um voto entre os válidos para assim evitar o 2º turno, que para os analistas políticos é uma nova eleição com resultados ainda mais imprevisíveis. As perspectivas são de estarem no 2º turno o petista Lúdio Cabral, vereador por 2 mandatos e o socialista e empresário Mauro Mendes (PSB), apontado pelo TSE como o candidato a prefeito de capital mais rico de todo o Brasil com quase R$ 130 milhões.

Nos demais municípios pólos nenhum tem 200 mil eleitores, fator que levaria a disputa para um novo turno caso ninguém obtivesse o mínimo exigido. Várzea Grande é o que mais se aproxima deste patamar com 174.557 mil eleitores, seguida de perto por Rondonópolis com 138.842. Em ambos municípios as últimas disputas municipais já demonstravam duros embates entre os então candidatos, o que deverá se repetir neste ano.

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Em Várzea Grande, as pesquisas indicam uma ligeira vantagem para Lucimar Campos (DEM), seguida de perto por Walace Guimarães (PMDB) e pelo atual prefeito e candidato à reeleição, Tião da Zaeli (PSD), o que deixa em suspense os resultados eleitorais finais. Já em Rondonópolis, o ex-prefeito e deputado estadual Percival Muniz (PPS) abriu uma confortável margem, segundo as pesquisas, sobre o segundo postulante, Ananias de Souza (PR), que disputa a reeleição como prefeito por ter sido alçado à essa condição com a cassação do prefeito eleito, José Carlos do Pátio (PMDB), por crime eleitoral. O problema é que sempre na reta final as eleições na maior cidade do Sul de Mato Grosso são sempre disputadas voto a voto.

Outros exemplos são municípios que têm os maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e que foram colonizados por sulistas, como Lucas do Rio Verde, onde os primos Rogério Ferrarin (PMDB) e Otaviano Pivetta (PDT) disputam voto a voto as eleições. Pivetta já foi prefeito por 2 mandatos e deputado estadual e figura na lista como um dos candidatos mais ricos com mais de R$ 300 milhões em patrimônio. Em Lucas, o enfrentamento e as denúncias de ambos os lados chegaram a tal ponto que o juiz eleitoral local pediu afastamento da comarca, após ser acusado de favorecimento ao candidato Ferrarin.

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Cidades próximas como Nova Mutum, onde a disputa acirrada entre o prefeito e candidato à reeleição Lírio Lautenschlager (PMDB) e Adriano Pivetta (PDT), irmão de Otaviano Pivetta, são pautadas pelo agronegócio que impulsiona suas economias e forma os atuais milionários que dominam os negócios em Mato Grosso.

Também acontece o mesmo em Sorriso, outro pólo agrícola e da pecuária que repete em 2012 a eleição de 2004 e 2008. Em 2004 foi eleito Dilceu Rossato (PR), que derrotou Chicão Bedin (PMDB). Já em 2008 foi a vez de Bedin dar o troco em Rossato e vencer as eleições. Agora em 2012, ambos voltam a se encontrar na disputa eleitoral e pelas pesquisas, Rossato tem maiores chances de vencer o embate.

Em municípios pólos como Cáceres, que lidera a região Oeste de Mato Grosso com 12 cidades, a disputa é acirrada entre o médico Leonardo Albuquerque (PSD), que tem vantagem em cima do empresário Francis Maris (PMDB). Já no outro extremo do Estado, Barra do Garças, na divisa com Goiás, a disputa está entre Beto Farias (PSD), Andréia Soares (PR) e Adauto de Freitas (PMDB), sem contar outros 2 nomes sem expressão, segundo as pesquisas de intenção de votos.

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Um dos principais municípios do Médio Norte de Mato Grosso, Tangará da Serra, 240 km de Cuiabá, deve ser outro local de disputa acirrada. Nos últimos 16 anos, o município viveu uma constante alternância de poder com prefeitos sendo cassados ora pela Câmara de Vereadores ora por decisão Judicial. Estão praticamente empatados Fábio Junqueira (PMDB) e o atual prefeito Saturnino Masson (PSDB). O Republicano Rubem Jolando está mais distanciado, mas nem por isso fora do páreo.

Cidades como Sinop, Alta Floresta e Colíder, devem ter disputas mais amenas, pois os líderes nas pesquisas têm folgada frente, o que deverá confirmar a reeleição de Juarez Costa e as eleições de Asiel Bezerra e do deputado Nilson Santos, todos eles candidatos do PMDB do governador Silval Barbosa.

Em 4 municípios de Mato Grosso a disputa eleitoral não deve ser acirrada, porque só têm um candidato. São eles Nova Marilândia, Ribeirãozinho, Tesouro e União do Sul.

 

 

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