O preço do frete em Mato Grosso pode ter um novo aumento nos próximos meses. O custo do transporte da produção, que já havia sofrido uma alta de 40% de junho a setembro deste ano, poderá ser maior até março de 2013, avalia o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

De acordo com Cleber Noronha, analista do Imea, no município de Sorriso os agricultores que pagaram R$ 165 por tonelada para levar a produção até o Porto de Paranaguá estão gastando atualmente algo em torno de R$ 230 a tonelada. “No entanto, nos novos contratos já é destacado um preço de R$ 300 a tonelada”, afirmou.

Ele explica que desde junho deste ano, quando começou a colheita do milho, o preço do frete passou a sofrer aumentos. Ele avalia que a legislação que definiu uma nova carga horária de trabalho para os caminhoneiros do estado pode ter contribuído para este cenário. “A grande produção do milho e soja também influenciaram a valorização do frente. Isso porque, com a grande oferta de grãos, a procura por caminhões ficou restrita”, analisou Noronha.

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O analista complementa que a alta no preço do frete reflete nas duas pontas da cadeia do grão, ou seja, produtor e consumidor final. “O intermediário repassa os custos. Esta situação irá impactar no preço dos grãos e das carnes, já que o milho e a soja são considerados os principais insumos para os criadores de aves, suínos e bovinos.

Para o produtor Elso Pozzobon, o preço do frete impacta diretamente no preço dos grãos produzidos. Ele ressaltou que no início deste ano chegou a pagar R$ 65 por toneladas para levar produtos da Serra da Petrovina, distante cerca de 65 km de Rondonópolis até a cidade de Sinop. Atualmente ele está gastando R$ 120 para transportar uma tonelada neste mesmo trecho.

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Para ele, o aumento do frete causa aumento no valor de outros produtos. “O preço dos adubos também subiu. Antes custava US$ 480 a toneladas e agora está valendo US$ 580 a tonelada”, reclamo agricultor.

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