O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, celebra a premiação em Bruxelas nesta sexta-feira (12) (Foto: AP)

O Prêmio Nobel da Paz de 2012 foi atribuído nesta sexta-feira (12) à União Europeia.

O anúncio foi feito em Oslo, pelo comitê que outorga o prêmio desde 1901.

O comitê justificou o prêmio citando o papel que o bloco exerce, há longo tempo, para a união do continente.

A União Europeia e as instituições que a precederam em sua formação “contribuíram durante mais de seis décadas para a paz e a reconciliação, a democracia e os direitos humanos”, disse Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel.

O comitê saudou o bloco, atualmente com 27 países, por ter reconstruído a região após a Segunda Guerra Mundial e o por ter semeado a estabilidade nos países do antigo bloco comunista, após a queda do Muro de Berlim, em 1989.

“Durante um período de 70 anos, Alemanha e França se enfrentaram em três guerras (1870, 1914-18 e 1939-45). Hoje em dia, uma guerra entre Alemanha e França é impensável”, disse Jagland.

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“Isto demonstra como, através de um esforço bem encaminhado e da construção da confiança mútua, inimigos históricos podem virar sócios próximos”, completou Jagland, lembrando também das “graves dificuldades econômicas e problemas sociais consideráveis” que o bloco atualmente enfrenta.

Surpresa
A surpreendente premiação ocorre em um momento em que o bloco político e econômico é abalado por uma forte crise econômica, que põe à prova a unidade regional, com profundas divisões entre profundas divisões entre os países do sul do continente, como Portugal, Grécia, Itália e Espanha, muito afetados pela crise da dívida e suas consequentes políticas de austeridade, e os do norte, mais ricos, liderados pela Alemanha.

A Noruega, anfitriã do Nobel da Paz, não é integrante da UE e não pretende aderir ao bloco, segundo seu premiê.

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A TV pública do país, a NRK, antecipou o nome do vencedor, cerca de uma hora antes do anúncio oficial.

O prêmio, equivalente a US$ 1,2 milhão, vai ser entregue em uma cerimônia em Oslo em 10 de dezembro.
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Veja a repercussão do prêmio

História
Nascida das ruínas da Segunda Guerra Mundial e sob o estímulo dos seis países signatários do Tratado de Roma em 1957, a União Europeia, então batizada de Comunidade Europeia, ajudou a estabilizar um continente acostumado aos conflitos.

Apesar das crises registradas durante seu crescimento, o bloco uniu os destinos de antigos inimigos.

Virou o maior mercado comum e uma grande potência econômica mundial, onde a livre circulação de bens, pessoas, serviços e capitais está garantida.

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Ao longo dos anos, o projeto se expandiu até englobar 27 Estados situados dos dois lados da antiga Cortina de Ferro, que separava os países ocidentais das nações do bloco comunista.

O espaço tem grandes divergências econômicas, sociais e culturais.

Dos 27 países da UE, 17 estabeleceram uma união monetária, a Eurozona.

Diversidade de ganhadores
O Nobel é escolhido por um comitê norueguês de cinco membros, apontados pelo Parlamento da Noruega.

Geralmente, a tendência é optar pela diversidade dos ganhadores.

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