“O êxito de um bom dito depende mais do ouvido que o escuta do que da boca que o diz.” Essa frase de William Shakespeare, se encaixa em muitas situações, o curioso é que em tempos de eleições, ela sempre me volta à memória. Convenhamos, é impossível negar que algum candidato, não faça uso de uma oratória bem articulada visando o voto alheio.

A maioria da massa eleitoreira é afetada com tanta politicagem e faz exatamente o que é esperado pelos “politicamente profissas” e por suas trupes marqueteiras. Em dia de eleições ouve-se muito “eu voto em fulano, porque, não quero perder meu voto”. A politicagem citada neste texto é aquela que faz o eleitor não votar com consciência, mas, que seja pressionado a seguir um caminho previamente imaginado por mentes politiqueiras experientes.  No final sempre rola a volta dos que nunca foram.

Há um emaranhado de partidos, a trama ideológica é tão complexa que se alguém comprar gato por lebre não se assuste.

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Em algum momento uma pessoa resolve ser “militante”. Uma palavra empolgante, dá certo orgulho essa palavra, uma motivação para sair às ruas gritando “vamos à revolução”.

A pessoa comum que segue “ideologia partidária”, que se contenta apenas de quando alguém lembra do seu nome para uma tarefa pelo partido do peito, ou fica todo serelepe com a doação daquela camiseta, borrada com tantas escritas e números, nunca poderá se esquecer de aprender um truque com sua ala majoritária,tenha sempre um plano “B”. Porque, se por um acaso seus bem quistos representantes mudarem de ares, para outra sigla, talvez você não consiga ir para o mesmo lugar que eles forem, pois lá terá também um montão como você, lembre-se, o plano dele não vai até o “C”.

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O Brasil é um extenso varal de fichas sujas, muitos rabos presos e os irmãos metralhas, fazem o maior sucesso com o longa lá em Brasília “O julgamento do mensalão, não me pega não”.

Em alguns casos, eis que surge um palhaço direto do picadeiro, com essa ninguém contava. E alguns atrapalhados revolucionários dizem, “Agora, vamos votar como forma de protesto bem humorado”. Lá se vão mais quatro anos, depois são os mesmos que reclamam que o Brasil vai mal, está indo a pique ou estagnou.

A significância política para muitas figuras públicas perdeu-se pelo caminho, junto com ela, também a motivação pelo interesse coletivo. Esse desmazelo acontece na maioria dos casos, quando há o plano de carreira familiar.

O que é isso?

É aquele em que o “ator político” nunca larga o “osso” e ainda treina sua cria para o espetáculo da vida pública no Brasil. Quase uma herança, acho!

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Existem tipos de votos muito usados durante as eleições, os mais “tops” são, o voto de protesto, o branco ou nulo, o voto de santo é aquele em que a pessoa chega próximo à sua zona eleitoral e pega qualquer santinho do chão porque não faz a mínima idéia em quem votar. O voto cola, parecido com o voto de santo, porém, é escrito em um papelzinho por algum familiar ou “amigo” para que a pessoa não se esqueça em quem votar, as vezes nem é o  número do candidato estimado.

E daí? Um abraço, já era

A cara de um país é o seu povo.  Seria ótimo se cada vez menos brasileiros não aparecessem marchando pelas ruas com caras pintadas ou narizes de palhaços.

Vote consciente!

 

Doca Amorim

*Jornalista, chargista e diretor de criação

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