Djokovic ao lado de Murray, Federer, e Del Potro na festa do ATP Finals (Foto: Getty Images)

Encontro entre amigos, ambiente agradável e a oportunidade de jogar com uma de suas referências no tênis. Assim Novak Djokovic resumiu a viagem que fará ao Brasil em duas semanas para enfrentar Gustavo Kuerten em partida exibição no Maracanãzinho, no dia 17 de novembro. Sorridente, o sempre simpático sérvio deu uma pausa nas perguntas em torno de sua participação no ATP Finals, que começa nesta segunda-feira, em Londres, e falou com empolgação da expectativa para o compromisso na Cidade Maravilhosa.

– Nunca estive no país, vai ser a primeira vez, e estou muito animado. Primeiramente, para conhecer o Rio, que, aparentemente, é uma das cidades mais incríveis do mundo. Também por jogar contra Guga, que é uma lenda deste esporte. Estou realmente ansioso por esse momento. Ele foi um tenista muito habilidoso e tem uma personalidade divertida.

A ida de Djoko ao Brasil muito tem a ver com sua relação com o compatriota Dejan Petkovic. O tenista falou com orgulho da trajetória do amigo, ídolo do Flamengo e um dos estrangeiros mais bem sucedidos no futebol brasileiro.

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– Ele é um amigo e um dos principais responsáveis pela minha ida ao Brasil. Fico muito feliz por ver um amigo, um sérvio, se tornar uma estrela no futebol brasileiro.

Pet será o responsável por apresentar as maravilhas do Rio ao amigo. Ansioso pela viagem, Djoko disse que chegará ao país sem programação turística, passando a responsabilidade para o compatriota.

– Ainda não tenho planos, vou deixar isso por conta do meu anfitrião.

Tenista é favorável a saída do ATP Finals de Londres

Mesmo que sem querer, o sérvio ainda jogou a favor do Rio de Janeiro durante o evento na capital britânica. Tema recorrente entre os jornalistas locais, a permanência do ATP Finals, que reúne os melhores tenistas da temporada, em Londres foi abordada com todos os entrevistados na sala de coletivas da North Greenwich Arena. Ao contrário de Murray e Federer, Djoko remou contra a maré e deixou claro que prefere que uma nova sede receba o torneio a partir de 2014. Os cariocas são candidatos ao posto.

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– Temos mais um ano aqui, são cinco anos no total. Acho que a maioria dos jogadores compartilha da opinião de que essa é uma das melhores competições que temos. Pela organização, por ser em um lugar com uma história longa com o tênis, cultural, e podemos ver que a torcida conhece bem o esporte. Seria um prazer continuar, mas sou dos que apoiam a divulgação global deste evento e do esporte. Então, acho que deveríamos dar a oportunidade para outras cidades ao redor do mundo. Assim, promoveríamos melhor.

Líder do ranking mundial a partir desta segunda-feira, Novak Djokovic tem a posição confirmada independentemente dos resultados em Londres e celebrou o fato de encerrar o segundo ano consecutivo como número 1.

– Estou muito orgulhoso, assim como todo meu time. Definitivamente, não é fácil terminar por anos seguidos como o número 1, principalmente pelo nível de competição que tivemos nesse ano. Quatro jogadores diferentes venceram os torneios de Grand Slam. Estou muito feliz e isso me traz confiança para as próximas temporadas.

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Por fim, ele falou ainda sobre a disputa em Londres. Admitindo que a desgastante temporada terá influência direta na performance dos oito classificados, o sérvio se mostrou otimista quanto ao seu desempenho.

– É normal que não se esteja no melhor da forma nesta altura da temporada, são os efeitos de um ano longo que influenciam física e mentalmente. Mas esse é um torneio muito importante e eu quero jogar bem, definitivamente. Espero que o meu melhor neste momento seja o bastante para vencer. Estou em Londres já há alguns dias me preparando para essa competição e até o momento está tudo bem. Estou otimista.

No Grupo A, Djokovic estreia nesta segunda contra o francês Jo-Wilfried Tsonga, sétimo no ranking, em partida que deve ter início por volta das 18h (de Brasília). Antes, pela mesma chave, Andy Murray, terceiro, encara o tcheco Tomas Berdych, quinto, por volta das 12h.

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