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O Arsenal realiza esta semana (24) a última partida da temporada 2012. Até agora, a equipe segue invicta com 301 pontos em 8 jogos. Mais do que um ataque ‘incisivo’, o time conta com a segunda melhor defesa do país. Na média geral do Campeonato Brasileiro de Futebol Americano o time aparece com 6,75 pontos sofridos contra 6,14 do primeiro colocado, o Espectros – equipe que o Arsenal venceu durante a semifinal na semana passada. Chegar a esse resultado não foi fácil. Para o defensive end e defensive tackle do Cuiabá Arsenal e da Seleção Brasileira de Futebol Americano, Andrei Vargas, cada jogo é uma guerra. “Não existem adversários fáceis ou difíceis. Para a defesa, todos são perigosos e merecem respeito”.

‘Bio’ como é chamado dentro da equipe, começou a treinar em 2008 a convite do atual capitão da seleção brasileira e do Arsenal, Igor Mota. Um mês depois de sua chegada, ele passou pela primeira grande prova no Brasília Bowl II, o qual a equipe venceu. Aquele foi sem dúvida, um dos jogos mais marcantes do atleta. “Eu estava tão envolvido com o jogo que passei barro na cara. Minha camisa (93) não tinha ficado pronta e eu tive de jogar com a camisa 79 do center da Seleção Brasileira, Hugo. Depois do jogo ele disse: pode ficar com ela, você jogou muito! Lembro até hoje daquele dia e ainda tenho a camisa guardada!”

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Arsenal tem a segunda melhor defesa do país

Da partida inicial até hoje os desafios apenas aumentaram. O atleta que lutava Muai Thai e Jiu Jitsu precisou aos poucos aprimorar a força, às técnicas do futebol americano. Ele conta que a vinda do técnico Clayton Lovett culminou com uma grande mudança na forma de ver o jogo pela equipe. “Paramos a pensar apenas em nós mesmos para enxergar a linha como um todo. Aprendemos novas responsabilidades e jogadas e qual a força e a técnica necessária para cada oponente e em cada posição”. A vinda do ex-jogador da NFL Damione Lewis, em junho, deste ano também foi decisiva para o melhoramento da defesa. “Estou em uma equipe que fornece todo o suporte para que os jogadores sejam os melhores do país, mas depende do atleta aproveitar ou não”.

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O jogador conta que o Arsenal é como se fosse seu segundo emprego (não remunerado) e os horários dedicados à equipe são prioridade na vida dele. “Procuro estar presente nos 4 treinos semanais. Também treino todos os dias na academia pela manhã e fim da tarde. Muitas vezes deixo de ver minha namorada e minha mãe por causa disso. “Mas não reclamo, sei que sem essa dedicação eu não teria chegado onde cheguei”.

Segundo ele, a defesa sempre foi um diferencial do Arsenal e, por várias vezes, carregou a responsabilidade pelas vitórias. Prova disso, foi o placar de 21 a 20 conquistado na semifinal, em que a defesa conseguiu importantes interceptações e bloqueios que garantiram a vaga na final. Para Bio, esse é o resultado da entrega dos atletas e de muito treino, já que o Arsenal – onde todos os jogadores trabalham e estudam – é uma das equipes que mais treina no país.

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Mesmo com os grandes avanços ao longo do tempo, o jogador não acredita em perfeição. “ A cada ano o FA evolui mais em todo mundo e nós também precisamos melhorar”. No entanto, ele acredita que falta pouco para o esporte dar um verdadeiro ‘boom’ no Brasil. “Isso virá com a instalação e fomento as escolinhas de base em todos os estados. Quando a base estiver formada, ninguém mais segura o FA”.

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