Bernardinho ainda não conversou com o presidente Ary Graça, mas já sinalizou que pretende permanecer por mais um ciclo olímpico à frente da seleção brasileira masculina vôlei (Foto: João Pires/VIPCOMM)

Um turbilhão de emoções. Assim é Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho. Para muitos, o melhor treinador do mundo. Para ele, apenas um cara trabalhador que não se cansa de buscar a perfeição e coisas diferentes no seu trabalho. Nesta terça-feira, pelo time feminino do Rio de Janeiro, o desafio é uma verdadeira pedreira logo na segunda rodada da Superliga. Às 19h, o time pega o Campinas, do técnico José Roberto Guimarães, com quem não fala desde 2004. Na época, o treinador da seleção feminina afirmou que influências de “maridos-técnicos” vinham atrapalhando o seu trabalho – uma referência a Bernardinho, casado com a levantadora Fernanda Venturini. Sobre o reencontro, o treinador diz apenas que “não há motivo de drama”.

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Mas o que todos querem mesmo saber é se o comandante do tricampeonato mundial na Argentina-2002, no Japão-2006, na Itália-2010 e da medalha de ouro nos Jogos de Atenas continuará sua caminhada pela seleção brasileira masculina rumo às Olimpíadas no Rio, em 2016. Reticente e cuidadoso com as palavras, Bernardinho se esquiva e diz que ainda não se reuniu com o presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, Ary Graça, para renovar seu contrato. Mas, logo em seguida, indica a sua permanência, ao traçar planos para mais um ciclo olímpico.

“Ainda não tive nenhuma reunião com o Dr. Ary, só com o Paulo Márcio (diretor de seleções). Conversamos sobre o futuro, e minha intenção é continuar, já que o próximo ciclo olímpico será o maior desafio que teremos nessa caminhada que completará 16 anos em 2016. Vai começar tudo de novo. Será um desafio monstruoso.”

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Bota monstruoso nisso. Sem Ricardinho, Giba, Serginho e Rodrigão, que se despediram da seleção com a medalha de prata em Londres, Bernardinho terá a dura missão de garimpar na próxima geração jogadores tão talentosos como aqueles que conquistaram todos os títulos possíveis nos últimos 12 anos e acostumaram mal os torcedores brasileiros.

Enquanto não começa a quebrar a cabeça para achar novos Gibas, Ricardinhos e Serginhos, Bernardinho segue sua rotina inesgotável. Além de conciliar os trabalhos à frente do Rio de Janeiro e da seleção, o treinador ainda consegue encontrar tempo para correr atrás de patrocinadores, organizar eventos, dar palestras, ser pai e pedalar. O ciclismo é a nova cachaça de Bernardinho, que revela um antigo desejo.

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– É um vício, outro dia pedalei 60km. Meu próximo objetivo é competir em uma prova de ciclismo de distância, mas tenho que conciliar com nosso calendário. É uma coisa que já tinha em mente. Voltei a correr também e um dia ainda quero fazer triatlo.

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