Breitner ficou decepcionado com a seleção brasileiro da Copa-1978, uma ‘das piores que já viu’ / Crédito: Divulgação / Colégio Visconde de Porto Seguro

A demissão de Mano Menezes do cargo de técnico da seleção brasileira surpreendeu muita gente. Inclusive Paul Breitner, campeão mundial pela Alemanha em 1974 e uma das maiores bandeiras da história do Bayern de Munique.

Em passagem pelo Brasil, onde divulgou a FC Bayern Youth Cup, torneio de base que garimpa talentos em todas as partes do mundo, Breitner criticou a mudança repentina no comando da seleção a menos de dois anos para a Copa do Mundo.

“Difícil entender como o treinador é demitido logo após vencer a Argentina. No futebol tudo é possível”, criticou o ex-lateral esquerdo, que foi duro também com o momento de transição do time brasileiro. “Quando o Brasil ganhou a Copa do México, em 1970, achou que fosse ganhar também em 1974. Mas o time estava envelhecido e não tinha futuro (no torneio), não era competitivo. Depois da Copa (de 1974, na Alemanha), o Brasil se deu conta de que era necessário aliar também a preparação física. Os brasileiros passaram a ver o futebol como os alemães: mais um trabalho do que um esporte. Em 1978, vi a pior seleção brasileira da minha vida. Só depois de duas décadas que o Brasil reencontrou o seu estilo, quando ganhou a Copa (dos Estados Unidos, em 1994). Essa seleção de hoje me parece novamente sem identidade.”

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Para arrematar, Breitner falou sobre a maior joia do futebol brasileiro nos últimos anos. Para ele, Neymar tem talento comprovado, mas precisa se mudar para a Europa se quiser se meter entre os três melhores do mundo. “Ele (Neymar) é extraordinário, mas para poder desenvolver seu futebol teria que ir para a Europa. Só assim ele chegará ao nível de Messi, (Cristiano) Ronaldo, Ribery…”.

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