Somos avaliados pela capacidade em nos comprometer com as coisas que fazemos. Nada é mais impeditivo para o sucesso do que a falta de comprometimento de uma pessoa. E parece que é o que mais temos visto. As pessoas, colaboradores e até dirigentes empresariais procuram economizar-se. Procuram não envolver-se. Buscam o não comprometimento com a missão, com a realidade e com o futuro da empresa. E uma empresa composta por pessoas pouco comprometidas com o seu mercado, com seus clientes, com a qualidade de seus produtos e serviços, e com a concepção da empresa, está fadada ao fracasso.  Conheço empresas que têm todas as chances de sucesso. Teriam tudo para construir um futuro brilhante e que estão morrendo pela falha de real comprometimento de seus colaboradores e gestores.

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A pessoa comprometida é aquela que “não deixa a peteca cair”. A pessoa comprometida é aquela que corre riscos para salvar a empresa, tomando decisões rápidas em benefício de seus clientes. Pessoas comprometidas são as que vivem pensando, cismado, questionando o futuro da empresa. Pessoas comprometidas são as que ficam atentas às tendências do mercado para identificar e produzir rapidamente novos produtos, novos conceitos, novas formas de atendimento, novos serviços. E as pessoas comprometidas são as mais realizadas, são as mais felizes. Tem um verdadeiro sentimento de participação e de realização.

Pessoas abúlicas, sem vontade, sem compromisso, sem fazer as coisas com intenção de fazê-las bem feito, são pessoas infelizes, tristes, pessimista l e com todas as características de um fracasso. Vejo com pesar, departamentos brigando em si, passando tarefas aos outros sem auxiliá-los, sem comprometimento com o sucesso de seus clientes internos e externos. Vejo fornecedores pouco comprometidos com o sucesso de seus clientes. Vejo telefonistas atendendo com pouco caso, com displicência, com mau humor. Vejo também chefes que ainda estão no tempo de “mandar” ao invés de “conquistar” e oferecer uma “visão” a seus colaboradores. Assisto a falta de consciência do valor do reforço positivo aos pontos fortes de nossas empresas. Isso precisa, urgentemente, ser modificado, se quisermos vencer os desafios da competitividade, da qualidade e da produtividade neste século.

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É preciso que cada um faça mais aquilo que sabe fazer melhor e que procure fazer melhor aquilo que não sabe fazer. É preciso que as pessoas dividam o conhecimento, comprometam-se com o crescimento e desenvolvimento profissional de seus colaboradores.

Reinaldo do Carmo de Souza

Professor da Universidade de Cuiabá – UNIC pelo Programa de Expansão Universitária – PEU

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