A rebelde holandesa das Farc, Tanja Nijmeijer, chega para negociar (Foto: AFP)
A rebelde holandesa das Farc, Tanja Nijmeijer, chega para negociar (Foto: AFP)

O Exército da Colômbia manterá suas operações contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) apesar do anúncio de trégua unilateral realizado pela guerrilha comunista no começo das negociações de paz em Cuba, afirmou o ministro de Defesa, Juan Carlos Pinzón.

“Essa é a postura muito clara que corresponde à Força Pública, continuar trabalhando para perseguir esses indivíduos que violaram todo tipo de códigos, de normas e atentaram contra a vida e a honra dos colombianos”, destacou Pinzón em coletiva de imprensa.

As Farc são perseguidas por “todos os crimes que cometeram ao longo de tantos anos e não pelos crimes futuros”, disse.

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O ministro também colocou em dúvida a vontade das Farc em manter um cessar-fogo.

“Tomara que cumpram com o que prometeram, mas a realidade é que a história mostra que esta organização terrorista nunca cumpriu nada”, afirmou Pinzón.

O número dois das Farc, Iván Márquez, anunciou nesta segunda um cessar das operações ofensivas guerrilheiras durante dois meses a partir de meia-noite desta segunda-feira com objetivo de “fortalecer o clima de entendimento necessário” para os diálogos de paz.

Márquez informou esta trégua no Palácio de Convenções de Havana momentos antes de começar o primeiro dia das negociações com o governo colombiano, que buscam uma solução para o conflito armado que já dura quase meio século.
O presidente Juan Manuel Santos, que sempre rejeitou uma trégua bilateral durante as negociações, não se referiu ao anúncio das Farc em seu discurso da tarde de segunda sobre a decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) no litígio marítimo com a Nicarágua.

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A decisão das Farc foi saudada pelo movimento civil Colombianos e Colombianas pela Paz, que tinha proposto publicamente a ambas partes que decretassem a trégua.

Solicitamos ao governo “que decida cessar as atividades militares ofensivas, o que será uma mensagem de esperança para os colombianos”, reiterou este movimento liderado por Piedad Córdoba, ex-senadora e mediadora de dezenas de libertações de sequestrados das Farc nos últimos anos.

As negociações de paz, que nesta primeira etapa durarão 10 dias, abordam, em primeiro lugar, o tema do desenvolvimento agrário.

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