Em visita oficial à Gleba Suiá Missú na última quinta-feira (22), a Comissão Externa da Câmara dos Deputados, coordenada pelo deputado Wellington Fagundes, recolheu informações  e depoimentos de moradores e lideranças indígenas que vivem no local, para elaboração de um documento que será entregue aos Poderes Executivo e Judiciário, sobre a realidade na região.

O relatório formulado pelos parlamentares deve ser apresentado na semana que vem e pode servir como guia para o entendimento do conflito da região. “Acredito que a partir desse material produzido pela Comissão, o Judiciário e o Executivo vão ter uma visão diferente sobre o que realmente está acontecendo em Suiá Missú”, explicou Fagundes.

Composta por parlamentares de diferentes Estados e pela procuradora da 1º Região, Adriana Venturini, a comitiva  passou o dia na região, fez o reconhecimento do local por terra e ar, sobrevoando o assentamento de produtores rurais localizado nos municípios de Alto Boa Vista e São Felix do Araguaia, além dos antigos cemitérios Xavantes e o Parque Estadual do Araguaia.

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Para a procuradora, o reconhecimento do local foi feito de forma minuciosa e tudo será usado como subsidio para informar a Casa Civil e também para o Superior Tribunal Federal. “Vou levar ao conhecimento do Advogado-Geral da União, ministro Luís Adams o que percebemos aqui,  nosso objetivo é resolver esse problema”, afirmou.

Índios  da etnia Xavante também participaram das discussões e afirmaram que o local onde está a gleba Suiá Missú não é território sagrado e que os indígenas não lutam pela posse dela. “Essa área não é dos Xavantes, aqui é uma área que não tem rio para pescar, não tem mata para caçar, os índios vão passar fome neste local,  aqui nunca morou Xavante, o Xavante vem do cerrado e não da mata”, afirmou Cacique Rufino, um dos fundadores da Aldeia Marãwatsede.

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Mobilização Nacional

Além do documento elaborado pela Comissão, o deputado federal Wellington Fagundes também pretende organizar audiências públicas na Câmara dos Deputados para debater o assunto em âmbito nacional. “É preciso levar esta questão para o conhecimento de todos. O risco de conflito armado na região é grande e o assunto precisa ser amplamente discutido”, insistiu.

Na próxima semana a Comissão também pretende reunir-se com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso para tratar da situação. “A realidade na região é muito diferente da apresentada nos documentos de ONGs da Funai, por isso, a necessidade de se esgotar os debates em torno do assunto”, acrescentou Fagundes.

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