Em meio à confusão e vários torcedores que invadiram a tribuna de honra do estádio das Laranjeiras, Fred e Gum levantam a taça de 2010 de forma simbólica (Foto: Edgard Maciel de Sá / Globoesporte.com)

Após o espetáculo dos torcedores do Fluminense na comemoração do quarto título brasileiro nos primeiros momentos, a bela festa nas Laranjeiras se transformou num acúmulo de gafes e frustração até às 2h45 da madrugada, horário em que o trio elétrico que trazia os jogadores do aeroporto chegou à sede social do clube. O atraso se deu por causa dos milhares de tricolores que acompanharam a carreata e fizeram com que o veículo andasse devagar, gerando vaias, briga e até mesmo saque de bebidas. Não havia policiamento no local.

Irritados com a demora, os torcedores primeiro se manifestaram com gritos em coro de “falta de respeito” e vaias a cada infomação no sistema de som que os jogadores estavam chegando, mas não apareciam. Em certo momento, alguns conseguiram invadir a área da arquibancada que estava fechada e chegaram até o local reservado para a imprensa e a tribuna de honra.

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Para tentar conter o avanço, toda a segurança se deslocou para onde se formavam princípios de confusão e deixou desguarnecido o estoque de cervejas que abastecia a festa, atrás do campo. Foi quando alguns torcedores começaram a recolher os produtos. Um deles foi vistos escondendo até nove caixas. Pequenas brigas também foram registradas.

Quando enfim os jogadores chegaram, a alegria pelo título voltou a prevalecer por alguns minutos. Os mesmos se dirigiram à tribuna, onde estava a taça do título brasileiro de 2010. Fred chegou a erguer o troféu de forma simbólica, mas o momento durou pouco porque o local que deveria ser apenas dos jogadores foi tomado por torcedores. Foi a senha para mais confusões. Quando o time já havia se dirigido para o Salão Nobre, com certa dificuldade, tricolores também tentaram invadir o local, marcando um novo princípio de briga. Estava decretada o fim da festa, com a maioria do público que restava finalmente deixando o clube.

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Desde às 21h, milhares de pessoas se aglomeraram no gramado, em clima de euforia, cantando todas as músicas entoadas na arquibancada, além do hino do Fluminense, samba e funk para todos os gostos. O presidente da patrocinadora apareceu na sacada e foi festejado como um craque da equipe. Celso Barros é reverenciado por ser o responsável pelos investimentos vultuosos nas Laranjeiras. Logo depois, integrantes do grupo como o lateral Wallace, o volante Fábio Braga e o atacante Matheus Carvalho deram as caras.

O argentino Conca, que pensa em voltar a jogar no Brasil em 2013, foi lembrado, na boca da galera, como um reforço para a próxima Libertadores, mas outros campeões em 2010 acabaram hostilizados: Muricy Ramalho e Emerson Sheik. O treinador pediu demissão e foi para o Santos semanas após a conquista, enquanto o atacante, autor do gol do título na ocasião, sobre o Guarani, no Engenhão, foi dispensado por ter cantado uma música em alusão ao rival Flamengo.

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Pouco a pouco, a torcida foi perdendo a paciência. Apesar de a celebração estar regada à bebida e a distrações como as proporcionadas pelos tricolores que “atualizaram” o número de conquistas do Brasileiro, pintando na parede do estádio o tetra tricolor ao lado dos outros títulos.

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