Felipe Massa mostrou alívio pela boa fase na segunda metade da temporada (Foto: Reuters)

O péssimo começo de ano já é página virada para Felipe Massa. De contrato renovado com a Ferrari para 2013, o piloto conversou com a imprensa brasileira durante a apresentação da próxima edição do Desafio Internacional das Estrelas, onde confirmou a presença de seu companheiro Fernando Alonso no evento. Quando o assunto Fórmula 1 foi abordado, Felipe demonstrou grande alívio pela boa fase que vive na segunda metade do campeonato, quando se tornou um dos maiores pontuadores do Mundial. E disse que enxerga chances de vitória na etapa de encerramento da temporada, em São Paulo. O brasileiro negou que seu baixo desempenho nas primeiras provas tenha a ver com uma demora na adaptação aos novos pneus.

– Não acho que tenha tido problemas com os pneus. Na primeira parte do campeonato, a gente sofria muito com o ritmo do carro, eu também tive um momento onde tudo acontecia comigo, parece que tinha uma nuvem preta em cima de mim. Não estava feliz, independentemente de fazer um dos trabalhos mais incríveis que uma pessoa pode querer, que é ser piloto de Fórmula 1 e correr numa Ferrari. Mas o piloto corre sempre em função dos resultados. Isso, do meio ano para frente, limpou. Eu consegui fazer o meu trabalho do jeito que eu sei, e a renovação veio muito em cima disso – analisa o vice-campeão de 2008.

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Admitindo que ainda precisa melhorar nos treinos classificatórios, Massa salientou que teve diversas oportunidades de marcar um bom número de pontos na primeira fase do Mundial, mas que não conseguia encaixar todos os elementos que levam a um bom resultado. Já os dois últimos desafios da temporada – o GP dos Estados Unidos, no novo circuito do Texas, e o GP do Brasil, em Interlagos – provocam sentimentos variados em Felipe. Ele prevê uma disputa acirrada em solo norte-americano, com a RBR forte, enquanto enxerga chances de um pódio na sua cidade-natal. Talvez até no lugar mais alto.

– Valeu muito esta segunda parte até agora, e o que eu quero é mais. Tentar largar cada vez mais na frente e brigar pelo pódio. E a gente não pode tirar a vitória das possibilidades, porque a vitória é o que a gente imagina, o que mais trabalha para conquistar. Tem uma corrida nova, nos Estados Unidos, em que ninguém sabe o que vai acontecer, como é a pista. Depois tem Brasil, uma pista que eu conheço muito bem e onde mais venci e larguei na frente. Quero continuar do jeito que eu estou no campeonato e acabar ainda melhor, brigando tanto pelo pódio como pela vitória, também – afirmou o brasileiro.

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Antes de embarcar para os Estados Unidos, Felipe admitiu que a corrida do próximo domingo promete uma boa briga, inclusive na disputa pelo título. Com a missão de ajudar Fernando Alonso a descontar a desvantagem de dez pontos em relação a Sebastian Vettel, da RBR, ele aponta a chance de outros rivais se meterem na briga pela vitória na pista de Austin. Segundo ele, o circuito tem algo em comum com outros dois que entraram recentemente no calendário.

– É uma pista nova, diferente, e acho que é algo no caminho de Índia e Coreia. Os tipos de setor, os tipos de curvas, foi isso que vi no simulador. Nestas pistas a gente teve um carro razoavelmente competitivo, mas teve também uma RBR muito forte, assim como a McLaren pode ser competitiva. E ainda pode aparecer uma equipe fora dessas três lá na frente também, como a Lotus, que venceu a última corrida – frisa o competidor da Ferrari, que está na escuderia como titular desde 2006.

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