Em entrevista exclusiva ao jornal O Dia, Manoel Carlos garante que está longe de abandonar as novelas.

“Vou encerrar o ciclo de Helenas no papel principal com a Júlia Lemmertz, filha da Lilian, que interpretou a primeira, em Baila Comigo (1981). Não vou deixar de escrever novelas. Até gostaria de fazer só minisséries, mas tenho um contrato com a Globo. Estou com quase 100 anos, seria bom descansar, mas não dá “, exagera Maneco, que completa 80 anos em 2013 e pretende contar suas oito décadas de vida numa autobiografia, logo após o final de ‘Em Família’, título que ele deseja colocar na sua próxima novela, prevista para estrear em janeiro de 2014.

“Ficam em cima, já recebi umas 500 propostas. Vou falar sobre o meu trabalho, minha vida e dos acontecimentos na TV”, revela o pai das Helenas. Uma das histórias que devem estar no livro é o depoimento de uma senhora de 68 anos, no final de Páginas da Vida (2006), que revelou ter acordado “babada” após ouvir a música Côncavo e Convexo, de Roberto Carlos.

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“Até hoje eu tenho um processo da mulher que ‘babava’ pelo Roberto Carlos. O Jayme Monjardim (diretor) e a TV Globo também foram processados. Ela alega que editaram e montaram aquilo, o que não é verdade”, conta

Os quase três anos em que Maneco ficou longe dos folhetins têm explicação. Originalmente, ele viria depois de Glória Perez na ordem de autores do horário nobre. Em seu lugar, Walcyr Carrasco estreará na faixa das nove.

“Eu perdi um filho há pouco tempo. Então, disse a eles: ‘Não quero fazer isso (novela) agora'”, justifica, referindo-se ao filho Manoel Carlos Jr., que morreu de ataque cardíaco em fevereiro deste ano.

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Maneco sabe que tem um desafio pela frente. Ele reconhece o sucesso de Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro, que terminou há um mês, e tem acompanhado as críticas à ‘Salve Jorge’, de Glória Perez. “A novela do João Emanuel foi um acontecimento muito raro, onde tudo deu certo, até as coisas erradas. Não posso fugir do meu estilo para fazer algo que eu não sei. Não sei escrever como o João. Aquilo que eu faço, eu faço bem. Nas novelas da Glória, por exemplo, tem aquela coisa do sujeito que vai ao aeroporto, pede uma passagem para o Marrocos e consegue embarcar em cima da hora, num voo que sai em dez minutos. É uma fantasia que o povo gosta”, opina.

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O título Em Família é uma escolha de Maneco, já que a direção da Globo sugeriu Helena, por se tratar da última trama com a mais famosa de suas personagens.

“Helena não era minha mãe ou minha irmã. Também não é uma paixão frustrada ou uma mulher que morreu. Tenho uma sobrinha-neta, de 14 anos, chamada Helena, e meu filho já foi casado com uma Regina Helena. Sempre achei o nome mais de personagem do que de pessoa real”, esclarece o novelista mais famoso do Leblon.

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