Paciente de clínica dos Médicos Sem Fronteiras em Pibor, Sudão do Sul (Foto: Robin Meldrum/MSF)

Um relatório divulgado nesta terça-feira (27) pela organização internacional Médicos Sem Fronteiras aponta para um aumento da violência no Sudão do Sul, o mais jovem país do mundo, separado do Sudão há pouco mais de um ano após um referêndo. Segundo o estudo da organização, o estado de Jonglei é o atual epicentro da violência no país.

“Desde 2009, milhares de civis, mulheres e crianças se viram em meio a ataques violentos, que normalmente ocorrem na época de seca. Uma campanha de desarmamento no meio de 2012 aumentou a insegurança na região e foi acompanhada por abusos contra civis. Conflitos posteriores entre um grupo miliciano e as forças armadas do Sudão do Sul em Jonglei agravaram a violência e causaram novos deslocamentos no pico da temporada de malária”, diz a organização.

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O Sudão do Sul virou país em 9 de julho do ano passado, após uma votação nacional prevista no acordo de paz que pôs fim à 21 anos de luta entre o governo do Sudão e os rebeldes do Sul – uma guerra por questões religiosas, por poder político e pelo petróleo.

A nova nação tem 10,6 milhões de habitantes (mais da metade com menos de 30 anos), um Produto Interno Bruto ainda indefinido e um dos piores índices de pobreza do mundo. Segundo a missão da ONU, 90% da população é considerada pobre, menos de 10% das crianças completam o primário, 92% das mulheres são analfabetas, uma em cada sete crianças morre antes de completar um ano e 85% da população não tem acesso a postos de saúde.

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O relatório “A crise velada do Sudão do Sul: como a violência contra civis está devastando comunidades e impedindo o acesso a cuidados médicos capazes de salvar vidas em Jonglei” aponta que o estado está à beira de uma emergência, e informa que as instalações dos Médicos Sem Fronteiras são alvos constantes dos ataques.

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