Apoiadores de Morsi celebram medidas do presidente no Egito nesta quinta-feira (22) (Foto: Reuters)

O presidente egípcio, Mohamed Morsi, cancelou uma visita de Estado ao Paquistão nesta sexta-feira (23), disseram autoridades governamentais, um dia após ter ampliado seus próprios poderes, uma medida que deve ampliar as divisões dentro do Egito.

Não foi divulgada nenhuma razão de imediato para o cancelamento da visita de Mursi ou para sua ausência em uma cúpula de países em desenvolvimento em Islamabad, na quinta-feira.

Morsi, membro da Irmandade Muçulmana, provocou polêmica na quinta-feira (22) no Egito ao emitir um decreto que o colocou acima da lei até que um novo Parlamento seja eleito.

Além de ampliar seus poderes, Morsi ordenou que as autoridades do regime Mubarak sejam julgadas novamente pela repressão aos protestos que derrubaram o ditador em 2011, anunciou seu porta-voz.

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O decreto implica que o próprio Mubarak vai ser julgado novamente. Ele havia sido sentenciado à prisão perpétua em junho.

Morsi também decidiu destituir o procurador-geral, Abdel Meguid Mahmud. O procurador-geral assumiu o cargo durante o regime do presidente Hosni Mubarak, derrubado em fevereiro de 2011.

Constituinte
O presidente também decidiu que nenhuma instância judiciária pode dissolver a comissão encarregada de redigir a futura Constituição, uma instância que tem sido alvo de muitas críticas da parte de liberais, laicos e da igreja cristã copta, por ser dominada por islamitas.

A composição desta comissão constituinte é objeto de um recurso na Suprema Corte Constitucional.

O presidente Morsi já dispõe dos poderes Executivo e Legislativo. Este último retirado em agosto das mãos do Conselho Supremo das Forças Armadas(CSFA).

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Sem deputados desde esta dissolução, o Egito também não possui Constituição, já que a que estava em vigor durante o regime de Mubarak foi invalidada após ser derrubado por uma revolta popular no início do ano passado.

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