A busca por crédito pelas empresas caiu 1,8% em outubro na comparação com o mês anterior, de acordo com levantamento divulgado hoje (21) pela Serasa Experian. Essa foi a segunda queda consecutiva. Na comparação com outubro do ano passado, a demanda das empresas por crédito foi 12,9% menor. No acumulado do ano, houve retração de 4% ante o mesmo período de 2011.

As micro e pequenas empresas foram as que registraram maior queda na procura por crédito em outubro, com 18%. Entre as médias, o recuo foi 1,6% e entre as grandes, 0,2%. Já no acumulado de janeiro a outubro, quem lidera a procura por crédito são as grandes empresas com alta de 15%. Para as médias, a alta chegou a 12,1%, mas entre as micro e pequenas houve queda de 5%.

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Com relação aos setores, a maior queda ficou entre as empresas comerciais (-3,3%), seguida das industriais (-2,7%). Já as empresas de serviços registraram alta na busca por crédito em outubro (0,6%). No acumulado do ano, a queda menos intensa foi observada nas empresas de serviços, com retração de 2,3%. Entre as industriais, a queda chegou a 4,1% e no comércio, 5,4%.

A maior queda na procura por crédito foi registrada no Sudeste (-2,8%), depois no Sul (-1,6%), Norte (-1,2%) e Centro-Oeste (-0,6%). Já no Nordeste houve crescimento de 0,6% na demanda das empresas por crédito. No acumulado do ano foi registrada queda de 2,1% no Norte, de 2,6% no Nordeste, 3,2% no Sul e 3,6% no Centro-Oeste. A maior queda do ano ficou no Sudeste, com 5,1%.

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Segundo as análises dos economistas da Serasa, o último trimestre do ano normalmente é mais fraco em relação à demanda das empresas por crédito já que, com olhos nas vendas de fim de ano, a produção costuma ser maior nesse período. Também de acordo com os economistas da entidade, o cenário internacional, ainda com elevado grau de instabilidade, prejudica a captação de recursos externos ou via mercado de capitais. “A presença de subsídios creditícios oficiais (recursos do BNDES, por exemplo) vem incentivando a demanda das médias e grandes empresas por crédito perante fontes domésticas de financiamento”, diz a Serasa.

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