Com o objetivo de erradicar a tuberculose bovina em Mato Grosso, o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) preparam para o próximo ano um Plano de Vigilância para Erradicação da Tuberculose Bovina no estado. Apesar da incidência da doença no estado ser considerada baixa, é preciso erradicá-la totalmente.

O plano foi apresentado aos produtores de leite de Mato Grosso pelos fiscais agropecuários do Indea-MT, João Marcelo Brandini e Alison Seganfredo Cericatto, durante o 1º Encontro Aproleite, que acontece nesta sexta-feira (09.11), no Cenarium Rural, em Cuiabá-MT.

A tuberculose bovina é uma doença causada por bactéria, transmitida ao animal através do ar que pode ser transmitida ao homem. A principal forma de contaminação em humanos se dá através do contato com o animal vivo. O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais.

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De acordo com o fiscal do Indea, Alison Seganfredo Cericatto, a incidência da doença no estado não chega a 1%, porém é preciso erradicá-la totalmente. “Em 2011, em um total de 29 milhões de cabeças, tivemos apenas 17 casos da doença. Embora seja um índice muito pequeno, nossa meta é erradicá-la totalmente, a exemplo da febre aftosa que não é registrada desde 1996 em Mato Grosso”, afirma o especialista.

O palestrante João Marcelo Brandini explica que um estudo do Indea identificou que os animais criados em áreas com até 500 bovinos são mais suscetíveis à doença, sendo predominante na atividade leiteira e também nas propriedades que trabalham com a produção tecnificada de leite.

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Para Brandini, um dos grandes desafios para o êxito do plano será a identificação da origem da doença. “Um sistema de vigilância para detecção e saneamento dos focos residuais será a melhor alternativa para o controle da doença em Mato Grosso”, comenta o palestrante Brandini.

Medidas – Durante a palestra, os fiscais do Indea apresentaram algumas medidas que serão implantadas no plano. Entre elas está o controle e monitoramento mais rígidos dos animais fornecidos às indústrias frigoríficas. Além disso, em caso de confirmação da tuberculose em um animal todos os bovinos da mesma propriedade serão obrigatoriamente submetidos aos exames. Mas, segundo o palestrante Alison Seganfredo Cericatto, este procedimento atualmente ocorre de forma voluntária pelo pecuarista.

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A vigilância sobre o trânsito interestadual de animais também será reforçada, prevê o plano de erradicação. A entrada de bovinos no estado só será permitida mediante apresentação de exames que demonstrem ser negativa a presença de tuberculose.

“Este plano é importante para assegurar aos pecuaristas de Mato Grosso maior segurança contra a tuberculose bovina. O Encontro Aproleite é uma oportunidade para que os participantes conheçam mais sobre o plano, tirem suas dúvidas e continuem adotando as medidas necessárias para evitar a doença”, avalia o presidente da Aproleite, Alessandro Casado.

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