A Aprosoja, em parceria com o Ministério da Agricultura, realizou na sexta-feira (16), no laboratório de Fitopatologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, o treinamento para os técnicos que irão atuar na análise e identificação dos casos de ferrugem asiática nos 10 mini-laboratórios do projeto Antiferrugem, instalados em todas as regiões do estado.

Os técnicos foram capacitados para operar os equipamentos necessários que detectam a presença da doença. O treinamento foi aplicado pelo coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wanderley Dias Guerra.

De acordo com o coordenador do MAPA, o registro do primeiro foco de ferrugem presente em soja guaxa, identificado no município de Alto Araguaia, região sul do estado, é motivo de alerta aos produtores. “Muitas plantas guaxas já carregam em si o fungo da doença e o clima úmido é propício para a multiplicação da ferrugem. Agora é preciso monitorar e acompanhar dia a dia o florescimento da lavoura”, destacou Guerra.

Leia também:  Itiquira | MPE realiza solenidade de encerramento do Projeto João Cidadão nesta terça-feira

Responsável pelo mini-laboratório do núcleo de Água Boa, o engenheiro agrônomo Sérgio França destaca que o trabalho em parceira com o produtor rural é fundamental para a identificação precoce da doença. “Identificar a presença da ferrugem sozinho é uma tarefa quase que impossível. Precisamos que o produtor traga amostra de folhas para que possamos fazer a análise, e se necessário, encaminhar ao MAPA”, finalizou o engenheiro.

Mini-laboratórios – Dez núcleos da Aprosoja contam com mini-laboratórios que ajudam o produtor na identificação de doenças. Entre os equipamentos, constam lupas digitais que aumentam 200x as amostras. O Projeto Antiferrugem conta com a parceria da Embrapa, do Consórcio Antiferrugem e com a Basf, que cedeu as lupas digitais (Digilab). O apoio operacional é fornecido pelos Sindicatos Rurais.

Leia também:  Denúncias à ouvidoria da Ager podem ser feitas via WhatsApp

Neste sexto ano do projeto, os municípios participantes são: Querência, Canarana, Nova Xavantina, Gaúcha do Norte, Campo Verde, Jaciara, Rondonópolis, Alto Taquari, Tapurah e Vera. O mapa online do Consórcio Nacional Antiferrugem pode ser acessado pelo endereço: www.consorcioantiferrugem.net/portal/, neste link é possível conferir gratuitamente os focos já registrados da doença e em quais municípios e regiões produtores foram identificados.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.