Ídolos santistas, Diego e Robinho estão mais distantes do Peixe (Foto: Lincoln Chaves / globoesporte.com)

O projeto do Santos é o de formar um time capaz de brigar por todos os títulos a serem disputados em 2013. O problema é que o clube tem encontrado dificuldades para reforçar o elenco, especialmente quando o foco está em jogadores que atuam na Europa. Tanto que um dos nomes sonhados para a próxima temporada oriundo do Velho Continente já foi descartado pela diretoria alvinegra: o do meia Renato Augusto, do Bayer Leverkusen-ALE.

O Santos chegou a formalizar uma proposta para compra do meia de 24 anos e revelado pelo Flamengo. O Peixe havia se disposto a pagar o valor inicialmente pedido pelo Leverkusen, com quem Renato tem contrato até junho de 2014. O time alemão, no entanto, subiu a pedida ao clube praiano. O Alvinegro, então, encerrou as negociações.

– A gente desistiu de tentar o Renato porque optamos por outros nomes. Fizemos uma analise de custo-benefício e decidimos mudar de rumo – resumiu o vice-presidente Odílio Rodrigues.

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Sonho de consumo santista desde a última janela de transferências, Diego e Robinho também estão distantes da Vila Belmiro. A razão para tal dificuldade, segundo Odílio, está nos valores a serem dispendidos pelo clube para contratar a dupla campeã brasileira de 2002 – bem como qualquer reforço que esteja no Velho Continente.

Diego, por exemplo, só retornaria ao Santos em definitivo, já que o Wolfsburg-ALE recusa-se a emprestá-lo. O problema é que contra o Peixe, além da concorrência do Atlético de Madri, pesa a recente demissão do técnico Felix Magath (desafeto assumido do meia) do comando do time alemão. Já a vinda de Robinho, sonho maior do presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro para 2013, dependeria do Milan-ITA contratar outro atacante para o elenco, além de um pesado investimento por parte do Alvinegro para levar o atleta.

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– (Sobre Diego) Tentamos negociações, mas elas não evoluíram. Ele não está mais nos planos por hora, pelos valores que ganha e o contrato que tem. O Robinho veio por empréstimo de seis meses (em 2010), e na última janela tentamos a compra, mas não foi possível – explicou.

– A negociação de qualquer jogador que esteja na Europa é muito difícil. Os valores que os clubes pedem são muito altos, assim como os salários, que lá são pagos em euros. Acho que repatriar atletas que estejam na Europa ainda é uma operação difícil. O Santos tem uma política de investimentos, então não podemos criar falsas expectativas – completou Odílio.

Até o momento, o Santos só acertou a contratação de um reforço para 2013: o zagueiro Neto, do Guarani, pelo qual pagou aproximadamente R$ 600 mil. Enquanto isso, o clube monitora a situação de Diego Souza, do Al-Ittihad-ARA, mas vê dificuldades em contratá-lo pelo imbróglio que envolve o atleta, sem receber salários há três meses. Apesar do técnico Muricy Ramalho gostar do jogador, o acerto só acontecerá caso seja um negócio de oportunidade, com salários compatíveis. O nome do meia tem rejeição pela maioria dos integrantes do Comitê de Gestão e não é uma prioridade.

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Já a vinda do meia-atacante Nenê, do Paris Saint-Germain-FRA, esbarra no alto salário do jogador, que chegou a ser sondado. Com contrato até junho de 2013, a transferência do atleta que teve passagem pela Vila Belmiro em 2003 não é fácil

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