Estamos às vésperas do pagamento da primeira parcela do 13º salário e é bastante perceptível o volume de propagandas nos meios de comunicação tentando influenciar o consumidor para que ele gaste imediatamente o bônus natalino, em alguns casos, antes mesmo de tê-lo recebido.

No entanto, os jornais noticiam que há um número significativo de pessoas que estão endividadas, mas mesmo assim se sentem estimuladas a gastar para aproveitar tais ofertas anunciadas. E normalmente, as ‘festas de fim de ano’ induzem as pessoas a trocarem presentes e serem solidárias.

Com isso, a indústria aproveita o momento para lançar diversos produtos, uns úteis e outros não, como forma de estimular o comércio, aumentando as vendas de fim de ano, como são popularmente conhecidas.

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Porém, é pertinente abordar que esse é o momento de se equilibrar financeiramente para o próximo ano. E de que forma é possível fazer isso? Simples, considerando que muitos estão endividados, esse é o melhor momento para saldar parte ou o total dos débitos acumulados durante o ano que se finda.

Caso ainda não seja o suficiente, basta se programar para utilizar parte da segunda parcela do salário extra. O importante é que não levar dívidas adiante, pois, à medida que uma financiadora aluga o seu capital (venda a prazo) ela espera que esse valor volte ao seu caixa trazendo além do principal, alguma remuneração pelo período que esse dinheiro ficou fora da empresa.

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Boa parte das pessoas não olha dessa forma, mas é assim que funciona o mercado financeiro: quem tem sobrando empresta para quem não tem, o que caracteriza uma forma de aluguel do dinheiro em circulação.

Quando se compra em parcelas e acaba pagando o mínimo, o consumidor vai pagar o acréscimo de juros sobre juros. E daí, é como se pagasse o aluguel duas vezes, o que inviabiliza qualquer planejamento. Assim acaba sendo cada vez mais difícil para o devedor sair dessa situação. Dessa forma, utilizar o dinheiro extra para deixar de pagar juros é a melhor escolha, possibilitando iniciar o ano novo com as contas em dia e o nome limpo.

É importante que as pessoas tomem como lição tal experiência, pois cada vez que se compram sem planejamento, outras obrigações acabam sendo somadas às contas antigas e não dão à oportunidade de aproveitar descontos oferecidos em despesas fixas de início de ano, como matrículas em escolas, impostos municipais entre outras, o que podem representar uma economia de até 50% dos valores a serem pagos.

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Embora o mercado tente convencê-lo a gastar o 13º salário imediatamente a escolha é sua! Você deve estar convicto do que é melhor para sua família e quais sonhos pretendem realizar.

 

Luzia Felix da Silva

Professora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande

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