A Olimpíada do Conhecimento é a maior competição de educação profissional da América e é muito comum ouvir dos competidores que um evento desse porte é um divisor de águas na vida profissional e pessoal. Mas, além de proporcionar um intercâmbio de conhecimento entre todos os envolvidos neste grande projeto, a Olimpíada contribui – e muito – para o desenvolvimento da linguagem entre surdos.

Ana Carolina Carvalho tem 15 anos e veio de Pomerode, Santa Catarina. É a mais nova da ocupação Costura Industrial para surdos e, muito diferente da menina tímida e que se comunicava lentamente por meio da linguagem dos sinais. Ela se transformou durante a Olimpíada. “Estou muito feliz por participar da competição e poder conhecer São Paulo. A Olimpíada é um marco na minha vida, pois além de competir, estou aperfeiçoando minha comunicação”, conta Ana com ajuda da intérprete Angélica da Rosa

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Se antes Ana Carolina estava inserida em uma vivência de integração, sem contato com outros surdos (Pomerode não tem associação com esta finalidade), agora, vive verdadeiramente a inclusão. Para ela, foi surpreendente a quantidade de surdos que estão participando e foi essa a possibilidade que encontrou para treinar a linguagem de sinais. O reflexo do evento já é sentido pela forma mais rápida e alegre como a menina tímida se comunica com outras pessoas.

Além de poder praticar a comunicação, os surdos também estão ampliando o vocabulário. “A Olimpíada propicia um encontro entre os estados e, deste encontro, aprendemos novos sinais. Um sinal em São Paulo é uma coisa e lá na Bahia é outro, a gente vai aprendendo, incluindo no repertório”, comentou Rosemeres Barbosa, treinadora da competidora Eliane Macente, do Paraná. “Já no primeiro dia da Olimpíada passamos por esta experiência: surgiram palavras que não conhecíamos em libras. É um novo sinal para o surdo”, completa.

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É o primeiro ano que a Olimpíada do Conhecimento tem como ocupação oficial a inclusão de pessoas com deficiência (PCD). Dentre os 638 atletas, 37 são alunos que apresentam alguma deficiência e disputam medalhas em quatro ocupações industriais: panificação para competidores com síndrome de Down, tecnologia da informação para deficientes visuais, mecânica de autos para cadeirantes e costura industrial para surdos.

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