O navio Mavi Marmara navega de volta a Istambul, aparacendo atrás do museu Santa Sofia

Uma corte de Istambul deu início ontem ao julgamento à revelia de quatro comandantes militares israelenses pela interceptação de um navio com ativistas em 2010, que terminou com a morte de nove turcos.

O incidente gerou grave crise diplomática entre Israel e Turquia e uma onda de revolta contra o cerco à Gaza.

O navio Mavi Marmara, de bandeira turca, fazia parte de uma flotilha que tentava romper o bloqueio marítimo israelense à faixa de Gaza.

Israel alega que os ativistas mortos reagiram com violência à prisão após serem advertidos que não poderiam se aproximar da costa.

A promotoria turca pede prisão perpétua para quatro militares responsáveis pela interceptação, os quais acusa pela morte dos nove ativistas. Entre os acusados está Gabi Ashkenazi, que na época era o comandante das Forças Armadas de Israel.

Leia também:  Homem fica ileso após ser arremessado por ônibus na Inglaterra

A britânica Alexandra Lort Phillips, que estava a bordo do navio, foi a Istambul dar seu testemunho à corte.

“Os organizadores da flotilha não foram responsáveis pelas mortes”, disse ao jornal turco “Zaman”. “Após o ataque, os passageiros tentaram defender o navio.”

A Turquia rejeita a alegação de Israel de que seus soldados agiram em legítima defesa e exige um pedido formal de desculpas para normalizar as relações diplomáticas, além de indenização às famílias das vítimas. O governo israelense reagiu com desdém e voltou a descartar um pedido de desculpas.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.