Ursos de pelúcia são colocados em memorial em homenagem às vítimas de Newtown (Foto: AP)

Ao ouvir a mensagem que a filha Gabriela deixou em seu celular na última sexta-feira (14), a brasileira Alessandra Porto pulou assustada da cama. Ela dizia para a mãe ir para a escola imediatamente. Depois, outra pessoa pega o telefone e explica: “Alessandra, você precisa vir até a escola Sandy Hook. Gabriela está bem, mas houve um tiroteio na escola. Por favor, venha.”

Gabriela é uma das alunas da escola Sandy Hook, na pequena cidade de Newtown, na última sexta um jovem de 20 anos entrou armado e atirou em professores e alunos, matando 26 pessoas e tirando a própria vida.

Aquela sexta-feira, segundo Alessandra, começou como outra qualquer. “Eu dei café para ela, coloquei ela no ônibus. Dei um tchauzinho para ela e ela foi tranquila”, relata a brasileira.

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Logo depois, às 10h06 da manhã, Alessandra recebeu um e-mail. Era da superintendência das escolas da cidade. A mensagem dizia: “Devido à informação de tiroteio, ainda não confirmada, estamos tomando medidas preventivas e proibindo a entrada e saída em todas escolas até que todos os alunos e funcionários estejam seguros”. Mas cinco minutos depois, ela recebeu outro e-mail: “Por causa do fechamento da escola, não haverá ônibus na hora do almoço, e todas as aulas do período da tarde estão canceladas.”

Enquanto isso, Gabriela estava dentro da sala de aula.

“A gente escutou um monte de porta fechando e trancando, um monte de professora gritando”, conta Gabriela.

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Os alunos estavam na sala de música. No canto, há um quarto onde ficam guardados os instrumentos. Todos foram para lá. Vinte crianças, com a luz apagada. A professora fez dois pedidos. “Ela falou para a gente sentar e rezar. Então todo mundo sentou e a gente começou a rezar todo mundo junto. E ela ficava lá no quarto dando bala para a gente tentar acalmar”, detalha Gabriela.

A professora saiu do pequeno quarto, buscou o telefone na mesa dela e avisou polícia. Depois de alguns minutos, ligou, de novo, para saber o que estava acontecendo.

“Ela falou que tinha um homem que queria matar crianças. Então, todo mundo ficou assustado”, diz Gabriela.

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