O embaixador do Brasil na OMC, Roberto Azevêdo, durante entrevista sobre disputa do algodão, em 2007 (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

O Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil lançará a candidatura do diplomata Roberto Azevêdo para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio. Desde 2008, ele chefia a representação do Brasil junto à OMC, que concentra as negociações para disputas comerciais entre os 157 países-membros.

A eleição ocorrerá de 31 de março a 31 de maio. A escolha, que dura dois meses, ocorre por consenso em negociações entre os países. Além do Brasil, lançaram candidatos Indonésia, México, Jordânia, Quênia, Nova Zelândia, Japão, Costa Rica e Gana.

O atual presidente, o francês Pascal Lamy, no cargo desde 2005, termina o mandato em setembro. É a segunda vez que o governo brasileiro tenta comandar o órgão. Naquele ano, o Brasil lançou Luiz Felipe de Seixas Corrêa para o posto. Desde sua fundação, em 1995, nunca um brasileiro ocupou a presidência da OMC, responsável por conduzir as rodadas que visam à liberalização do comércio mundial.

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Em nota, o Itamaraty diz que “a candidatura brasileira representa a importância atribuída pelo país ao fortalecimento da OMC e procura contribuir para o progresso institucional da Organização e para o desenvolvimento econômico e social mundial”.

A pasta também chama a atenção para a Rodada de Doha, em que o Brasil negocia para derrubar subsídios agrícolas em países desenvolvidos como forma de dar mais competitividade às mercadorias do país.

No comunicado, o Itamaraty menciona como objetivos da OMC a “melhoria dos padrões de vida, à garantia do pleno emprego e da renda, à expansão da produção e do comércio de bens e serviços, bem como ao uso dos recursos disponíveis em conformidade com o desenvolvimento sustentável”.

A nota também lista as qualificações de Azevêdo para o cargo. Desde 2008, ele é o representante do Brasil no órgão e atua como “negociador-chave”. Antes, ocupou diversos cargos relacionados a assuntos econômicos no Ministério das Relações Exteriores, tendo atuado em contenciosos como os casos de Subsídios ao Algodão (iniciado pelo Brasil contra os Estados Unidos), Subsídios à Exportação de Açúcar (iniciado pelo Brasil contra as Comunidades Europeias) e Medidas que Afetam a Importação de Pneus Reformados (litígio iniciado pelas Comunidades Europeias), além de chefiar a delegação brasileira na Rodada Doha.

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