Jogadores trocam passes no treino desta terça-feira (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)

O Chelsea tentou tornar secreto seu primeiro treinamento para valer em território japonês. A tática, porém, não deu muito certo. A atividade teve apenas os primeiros 15 minutos – parte do aquecimento – abertos para imprensa, uma vez que Rafa Benítez começaria a realizar trabalhos táticos visando a semifinal do Mundial de Clubes, na quinta-feira, às 8h30m (de Brasília), diante dos mexicanos do Monterrey. O que o espanhol não contava era que prédios ao redor do Centro de Treinamento do Yokohama F. Marinos permitissem que torcida e jornalistas acompanhassem toda atividade.

O desejo de privacidade, entretanto, não se justificou no que diz respeito ao time que estreará na competição. Durante todo o trabalho de cerca de uma hora e meia, Benítez sequer esboçou a formação titular, ao ponto de o goleiro Hilário e o auxiliar-técnico Zenden serem escalados em equipes diferentes. O treinamento, porém, deixou evidente a preocupação inglesa em reduzir os espaços e aumentar o ritmo da partida.

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Se a vitória por 3 a 1 do Monterrey sobre o Ulsan, da Coreia do Sul, ficou marcada pela lentidão e frouxidão na marcação, os mexicanos podem ter certeza que na quinta-feira será bem diferente. A velocidade nas saídas para o ataque e, principalmente, a forte marcação desde o campo ofensivo chamaram a atenção no trabalho do Chelsea.

Com apenas 21 jogadores à disposição, Rafa Benítez dividiu o elenco em dois times com a seguintes formações. De colete: Turnbull, Paulo Ferreira, Ivanovic, David Luiz e Bertrand; Saville e Ramires; Hazard, Zenden (auxiliar técnico) e Mata; Fernando Torres. Sem colete: Cech, Azpilicueta, Hilário, Cahill, e Ashley Cole; Obi Mikel e Lampard; Marin, Oscar e Moses; Lucas Piazon.

Os primeiros 30 minutos do treinamento foram de saída de bola rápida da defesa até que cada time alcançasse o gol adversário. Em seguida, o treinador reuniu o grupo no meio-campo para um papo antes de reiniciar com uma atividade que priorizava a redução de espaços e marcação forte no campo ofensivo. Sempre que via alguma coisa fora do previsto, Benítez não se privava de parar o trabalho para correção de posicionamento.

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Na parte final, as equipes trabalharam em campo reduzido, obrigando a troca de passes rápida diante da falta de espaços, e, por fim, concluíram o dia com um coletivo de cerca de 15 minutos. Após o treinamento, um fato chamou a atenção: enquanto todos os jogadores se hidratavam e seguiam para o ônibus, Benítez conversou individualmente com Oscar por poucos minutos no centro do campo.

Todo trabalho foi acompanhado por cerca de 50 torcedores nas sacadas dos prédios em volta da Marinos Town, mas sem nenhum alvoroço. Na quarta-feira, o Chelsea fará a última atividade antes da estreia no Mundial. Um treinamento de reconhecimento do Estádio Internacional de Yokohama está previsto, com apenas os 15 primeiros minutos abertos para imprensa. Desta vez, com a certeza de não existir vizinhança que impeça a privacidade.

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