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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a dizer, em coletiva de imprensa no Ministério da Justiça, que o depoimento de Marcos Valério à PGR (Procuradoria-Geral da República) acusando o ex-presidente Lula de ter se beneficiado do mensalão não tem valor jurídico nenhum.

“Este depoimento não significa nada. Foi uma declaração feita por uma pessoa que já estava condenada e queria conseguir uma redução de pena. Juridicamente, ninguém vai discordar que o depoimento, por si só, não tem valor”.

Para Cardozo, as “denúncias sem provas” estão sendo usadas pela oposição para “impor desgastes” e repercutem apenas no mundo político.

— É claro que para o mundo político, especialmente em hora que a oposição não tem discurso, ela tenta para a sociedade criar situações dessa natureza para impor desgastes. Mas, sinceramente, sozinho esse depoimento não significa nada. Ele não apresentou provas. Temos que colocar as coisas nos seus devidos lugares.

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Assim como Cardozo, pelo menos mais dois ministros saíram em defesa do ex-presidente Lula depois das declarações de Valério à Justiça. Ontem, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que Valério pode estar desesperado porque foi condenado no julgamento do mensalão.

— É uma pessoa que foi condenada, que pode estar desesperada, levantando essas questões aí, acho que elas deveriam ser analisadas com mais cuidado.

Outro que defendeu o ex-presidente foi o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Segundo ele, Lula está indignado com com a atitude de Valério e “impressionado” com o espaço que a mídia destinou ao caso nos últimos dias.

— O presidente Lula teve a sua vida privada invadida, examinada, atacada com lupa e até hoje não apareceu nada e não vai aparecer, porque não é essa a conduta do Lula, de compactuar com qualquer tipo de mal […] Nada do que o senhor Marcos Valério venha a assacar neste momento atinge o presidente Lula. Se atingisse, estávamos preocupados.

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O início das acusações de Valério sobre a suposta participação de Lula no esquema do mensalão, ao dar o aval para o andamento da compra de votos no Congresso, ganhou força na última terça-feira (11).

O jornal O Estado de S.Paulo trouxe matéria que trazia informações do depoimento de Valério à PGR (Procuradoria-Geral da República) em setembro deste ano. Segundo a reportagem, o esquema do mensalão ajudou a bancar gastos pessoais de Lula, que também teria dado o “ok” para a continuidade do esquema.

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