A guerrilheira holandesa das Farc Tanja Nijmeijer chega ao local das negociações nesta quarta-feira (5) (Foto: AFP)

Os delegados do governo da Colômbia e da guerrilha das Farc retomaram nesta quarta-feira (5) suas negociações em Havana após um recesso de cinco dias, com um apelo dos rebeldes para que toda a sociedade colombiana participe deste processo para garantir uma “paz duradoura”.

“Nosso empenho é no sentido de que as vozes de todos os colombianos sejam bem-vindas no processo de conversações. Apenas com isso acreditamos que uma paz duradoura pode ser criada”, indicou uma declaração das Farc lida por seu delegado Marcos Calarcá, antes do início da segunda rodada de negociações, por volta das 9h locais (13h de Brasília), no Palácio das Convenções de Havana.

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A delegação do governo de Juan Manuel Santos, liderada por Humberto de la Calle, evitou a imprensa, entrando no Palácio por uma porta na parte de trás.

O chefe negociador das Farc, Iván Márquez, também entrou por uma porta secundária, acompanhado de Ricardo Téllez e Jesús Santrich, enquanto Calarcá lia a declaração, constataram jornalistas da France Presse.

Calarcá disse que “todos são responsáveis e vítimas de um conflito que já pesa bastante nos ombros da nação inteira. Definitivamente, a paz não poderá ser resultado de um diálogo distante do povo da Colômbia, de uma decisão tomada do alto, de imposições unilaterais”.

As negociações de paz de Havana, que tiveram sua primeira rodada entre 19 e 29 de novembro, tentam pôr fim a um conflito armado de quase meio século.

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