As lavouras comerciais de soja já apresentam 17 casos relatados de ferrugem neste ano, segundo diagnóstico do Consórcio Antiferrugem. Os produtores estão preocupados porque este número é normalmente alcançado apenas no início do ano, nas fases finais de desenvolvimento das lavouras. No ano passado, os primeiros 12 casos de ferrugem apareceram apenas em janeiro.

A ferrugem é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e compromete a produtividade das plantas. “Quando só fazemos a prevenção, são necessárias duas ou três aplicações de fungicidas. Mas, quando os casos são efetivos, é preciso quatro ou cinco, ou até mais, em um curto espaço de tempo”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Sinop, em Mato Grosso, Leonildo Bares. Desse modo, os custos de produção podem ser pressionados neste ano.

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Em Mato Grosso, maior produtor de soja do país, nove casos foram estão confirmados em lavouras comerciais, além daqueles observados na chamada soja guaxa (plantas que crescem fora das porteiras).

O custo para proteção das lavouras é considerado alto pelos produtores. Cada aplicação de agrotóxico no Estado equivale a uma saca de soja por hectare. “Ainda é cedo para calcular perdas na produtividade, mas já estamos em estado de alerta”, diz Bares. O problema é que, conforme as plantas crescem, mais difícil é o fungicida atingir a parte baixa das plantas, o que dificulta o controle. Por isso é preciso esperar o crescimento das lavouras para medir as consequências.

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Além da ferrugem, os produtores de Mato Grosso estão bastante preocupados com a alta incidência da “lagarta de maçã” nas plantações de soja. “Essas lagartas ficavam apenas nas lavouras de algodão, mas criaram resistência aos agrotóxicos e migraram para a soja, onde é muito mais difícil combatê-las”, diz Bares.

“Estou assustado com o que estamos vendo nas lavouras e acho que, no futuro, a lagarta será muito mais problemática para os sojicultores que a ferrugem”, diz Bares. O custo para o combate à lagarta é de meia saca por hectare ou cerca de US$ 15 por hectare.

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