Entraves logísticos para o escoamento da produção recorde de soja devem encarecer o frete em até 70% no pico da safra 2012/2013, calcula a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove). “Quem vai pagar a conta é a população na hora em que comprar os produtos no mercado interno. E também o pro- dutor, que vai receber menos quando exportar”, afirma Fábio Trigueirinho, secretário-geral da entidade.

Segundo o presidente da Coamo Agroindustrial Cooperati- va, José Aroldo Gallassini, o frete rodoviário é o principal desembolso dos cooperados. “É o transporte mais caro que temos e chegamos a ter 1,5 mil a 2 mil caminhões por dia no auge da safra”. A cooperativa de Campo Mourão (PR) tem 600 caminhões de grande porte que respondem por até 40% do escoa- mento do volume produzido. O restante é transportado por uma frota terceirizada que opera exclusivamente para Coamo, com a qual o frete é previamente contratado.

Leia também:  Alto Taquari | Prefeito aproveitará presença de governador para solicitar recursos para cidade

“Vamos precisar de mais motoristas para cumprir a lei”, comenta Galassini, destacando o provável aumento dos custos para o produtor. Carlos Lovatelli, presidente da Abiove, diz que um país com enormes proporções territoriais como o Brasil e com grandes volumes de carga para transportar deveria ter uma matriz logística mais diversificada. “Quase metade das ferrovias está ociosa ou instalada em locais que não levam a lugar nenhum. As hidrovias, infelizmente, ainda são incipientes”.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.