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O governo avançou no esforço para facilitar a entrada de dólares no país ao reduzir para um ano o prazo dos empréstimos externos sujeitos à alíquota de 6% do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Até então, os empréstimos com prazos de até dois anos pagavam essa alíquota.

A nova regra, publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira, segue o anúncio de outra medida anunciada ontem pelo Banco Central para ajudar à maior entrada de moeda estrangeira no país.

Os exportadores poderão adiantar em até cinco anos os dólares que receberão de vendas contratadas no exterior sem o pagamento de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6%. Até então, só podiam fazer isso sem o imposto para prazo de até um ano.

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As mudanças ocorrem dias após o dólar bater em R$ 2,14 e obrigar o BC a fazer uma forte intervenção no mercado de câmbio, injetando perto de US$ 4 bilhões, para evitar a alta da moeda americana.

Além do calendário apertado devido às festas de fim de ano, dezembro é um dos meses em que as filiais brasileiras de multinacionais mais enviam dinheiro às matrizes.

Há o temor de que a redução na oferta pressione as cotações da moeda americana, que podem ultrapassar R$ 2,15 e pressionar a inflação.

Ontem, o dólar fechou em queda de 0,19%, cotado a R$ 2,116, apesar do anúncio do Banco Central. Nesta quarta-feria, por volta das 10h, a moeda registrava queda de 0,37%, em R$ 2,108.

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“É uma conjuntura em que as empresas estão precisando de mais caixa”, disse o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, sobre a medida publicada nesta quarta-feira. Ele acrescentou que espera um aumento do fluxo de dólares com a medida.

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