Mulheres aguardam para votar em referendo no Egito (Foto: Asmaa Waguih/Reuters)

Os egípcios aprovaram por estreita maioria o polêmico projeto de Constituição defendido pelo presidente Mohamed Morsi e seus seguidores na primeira etapa do referendo, anunciaram neste domingo (16) os islamitas e um grupo da oposição, com base em resultados oficiosos.

A votação aconteceu no sábado em 10 áreas do país, incluindo Cairo e Alexandria, e prosseguirá no dia 22 de dezembro nos outros 17 governos, depois de semanas de manifestações contra e a favor do projeto, que terminaram em várias ocasiões em atos de violência.

A oposição exigia a anulação do referendo, mas no final fez campanha pelo “não”.

Os resultados oficiosos do primeiro dia de votação são baseados nas apurações fornecidas por funcionários dos colégios eleitorais e parecem estar longe da vitória esmagadora esperada pelos islamitas para calar uma oposição ofensiva.

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Os islamitas também contavam com uma grande vitória para recompensar Mursi em sua decisão de levar adiante o projeto constitucional o mais rápido possível.

O Partido da Liberdade e Justiça (PLJ) de Mursi anunciou em seu site que 56,5% dos eleitores votaram a favor da Constituição.

A imprensa egípcia também confirma a vitória do “sim”.

A principal coalizão da oposição, a Frente de Salvação Nacional (FSN), afirmou no sábado que quase dois terços dos eleitores haviam rejeitado o texto redigido por uma comissão de maioria islamita.

Mas um dos principais integrantes da coalizão, o movimento Corrente Popular, confirmou neste domingo que 56% dos eleitores aprovaram o texto.

De acordo com os resultados preliminares, a maioria votou contra a Constituição no Cairo, reduto da oposição.

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A oposição laica, de esquerda e liberal denuncia o texto por considerar que favorece a interpretação rígida do islã e oferece poucas garantias para determinadas liberdades fundamentais.

Para os partidários do ‘sim’, a Constituição daria ao país um marco institucional estável depois da conturbada transição registrada após a queda de Hosni Mubarak em fevereiro de 2011.

As semanas anteriores à votação foram marcadas por uma grave crise política que dividiu o país e para muito egípcios o referendo virou uma votação a favor ou contra a poderosa Irmandade Muçulmana, de onde procede Mursi.

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