André Santos e a roda gigante ‘London Eye’ nas margens do Rio Tâmisa (Cahê Mota / Globoesporte.com)

O cenário com dois dos principais pontos turísticos de Londres surgiu naturalmente como perfeito para um bate-papo com André Santos. Com o Big Ben e a London Eye a sua volta, o lateral-esquerdo esclareceu polêmicas, reconheceu erros e projetou um futuro bem-sucedido após um passado recente conturbado. Se o momento não é tão bom como foi com as camisas de Corinthians e Fenerbahçe, quando chegou até mesmo à Seleção, ele sabe que a carreira de jogador é feita por altos e baixos, como uma roda gigante, e só com o tempo será capaz de voltar ao topo. A própria Londres, mesmo que sem falar, lhe mostrava isso.

Nos tempos em que foi ídolo da Fiel e na Turquia, o relógio andou rápido no caminho até o estrelato. Desde que chegou ao Arsenal, porém, a trajetória tem sido mais tortuosa e polêmica. Enquanto busca seu espaço em campo, o brasileiro foi pego pela polícia em alta velocidade, conduzido à delegacia e perdeu o direito de dirigir no Reino Unido. Quando a poeira já estava mais baixa, foi massacrado pelos gunners ao trocar camisas com Robin van Persie, ex-ídolo e hoje “vilão” no Manchester United. Episódios conturbados, mas que André Santos garante estarem superados e com apenas uma marca: o aprendizado.

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“Isso é importante. Na vida, caímos e levantamos, acertamos, erramos, ganhamos, perdemos… A vida é assim, independentemente da profissão. Sou um atleta de futebol que está aqui para acertar e errar. Errei muitas vezes”.

As confusões fizeram a imprensa inglesa especular sua saída do Arsenal, possibilidade descartada por André no momento. Tranquilo, ele se agarra às palavras de apoio de Arsène Wenger para alcançar com a camisa vermelha o sucesso que poderia o levar também ao amarelo da Seleção. Sem ser convocado desde a derrota por 3 a 2 para Alemanha, em agosto do ano passado, quando falhou em um dos gols dos rivais, o lateral acredita no retorno.

– Esse castigo foi até um pouco longo, né? (risos). Eu errei e assumi o erro, até por ser muito crítico. Não estava bem e joguei muito mal aquele dia. Errei, pedi desculpas ao grupo, ao Mano, mas cada um enxerga o erro de uma forma. Enxergaram pelo lado do castigo, mas também fiz coisas boas como o título da Copa das Confederações. Sigo trabalhando para que o castigo passe e eu possa voltar o mais rápido possível para defender o meu país com muito orgulho. É o que me dá força.

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