Mario Monti, durante entrevista para jornalistas em Roma, nesta sexta-feira (28) (Foto: Tony Gentile/Reuters)

O chefe de governo italiano, Mario Monti, que renunciou na semana passada, anunciou que aceitou ser o chefe de uma coalizão centrista nas legislativas do final de fevereiro. “Aceito assumir o papel de chefe da coalizão e me comprometo em garantir o êxito desta operação”, declarou Monti.

A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa improvisada depois da reunião de quatro horas com representantes de grupos centristas e de organizações civis.

Até agora, Monti, ex-comissário europeu que, durante um ano, dirigiu um governo tecnocrata, tinha sido mais prudente e ambíguo. No domingo passado, o senador vitalício tinha dito que estava disposto a continuar governando se o pedissem, mas que não ia ser candidato a deputado.

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“Não tomo partido de ninguém. Mas estou pronto para dar minha opinião, o meu apoio, e se me pedirem, a dirigir e assumir as responsabilidades que o Parlamento me confiar”, disse Monti.

Na prática, Monti não será candidato devido a sua condição de senador vitalício, mas seu nome figurará em uma série de listas para as eleições de 24 e 25 de fevereiro.

Monti informou que não estava “criando um novo partido”, mas sim “uma união para trabalhar junto” com as diferentes forças que apoiam seu programa intitulado “Mudar a Itália, reformar a Europa”.

Para as eleições do Senado, as forças favoráveis a Monti se comprometeram a formar uma lista única que se chamará ‘Agenda Monti para Itália’. Nas eleições para deputado, será formada uma federação de diferentes listas, acrescentou Monti.

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Eleições antecipadas
A Itália marcou para 24 e 25 de fevereiro de 2013 as eleições legislativas antecipadas, decidiu neste sábado (22) o Conselho de Ministros. A eleição foi marcada após o presidente italiano, Giorgio Napolitano, ter dissolvido o Parlamento, um dia após a renúncia do premiê Mario Monti.

Monti demitiu-se do cargo, como era esperado, após conseguir a aprovação do Orçamento de 2013 no país em crise financeira.

O presidente pediu que o tecnocrata Monti continue no cargo interinamente.

Monti, que neste mês perdeu a maioria no Parlamento ao perder o apoio do partido Povo da Liberdade (PDL), de centro-direita, de seu antecessor Silvio Berlusconi, já havia anunciado que renunciaria quando o Orçamento fosse aprovado.

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